quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Eternos insatisfeitos.


E esse ano começou pior do que se esperava. No primeiro fim de semana, chuviscos. Para aqueles que reclamaram do mau tempo na virada de ano, uma nova opinião com essas temperaturas elevadas nas últimas duas semanas. Há quem goste, e os que detestam.

Eu sou exemplo dos que detestam. Bom, depende das circunstâncias. Se as condições são favoráveis, como uma praia e uma piscina, eu tolero o calor e me divirto com ele.

Mas eu não entendo aqueles que dizem amar o calor, quando sofrem com ele. Se nessa época se faz tudo para amenizá-lo: aumenta o consumo de água, sucos e cervejas geladas. A temperatura vira a eterna  desculpa para sair com os amigos e tomar uma gelada.

A temperatura é tolerável com o ar-condicionado na temperatura mínima. Se dar esse luxo é dormir bem. Para aqueles que só contam com o ventilador de teto, os mosquitos acompanham o calor. A eterna busca por um pedaço de lençol menos quente.  

Aqui no trabalho é unânime: os colegas tentam tolerar as minhas reclamações diárias de calor e os meus pedidos incansáveis para diminuir a temperatura do ar. Sugeriram me trocar de lugar para ficar de frente com a máquina. Mas, ao realizar minhas vontades, sempre reclamam de frio. Eu demoro a acreditar.

Fico sonhando acordada ao ver eles de casaco de inverno em frente ao computador, e eu aqui, no meu canto, suando. Há palpites diferentes sobre as causas desse meu calor incessante, nos quais não levo a sério.  Sou germânica, sinto calor. Quero morar em um lugar frio o ano todo.

Pensando bem, gosto do inverno naquelas mesmas circunstâncias em que gosto do verão: as favoráveis. Assim como o verão é tolerável na praia, e com bebidas geladas, amo o inverno com uma coberta, um aquecedor e um chocolate quente. Aliás, somos eternos insatisfeitos. Quando está quente, sonhamos com o frio. Em temperaturas baixas, sonhamos com a praia.

E para continuar com o trabalho: alguém pode diminuir a temperatura do ar?

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