quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vida de fotógrafo.

Fotógrafo não fala – informa; Fotógrafo não vai a festas – faz cobertura; Fotógrafo não acha – tem opinião; Fotógrafo não fofoca- transmite informações inúteis; Fotógrafo não para - pausa; Fotógrafo não mente- equivoca-se; Fotógrafo não chora – se emociona; Fotógrafo não some – trabalha em off; Fotógrafo não lê – busca informação; Fotógrafo não traz novidade- da furo de reportagem; Fotógrafo não tem problema – tem situação; Fotógrafo não tem muitos amigos- tem muitos contatos; Fotógrafo não briga – debate; Fotógrafo não usa carro- mas sim veículo; Fotógrafo não passeia- viaja a trabalho; Fotógrafo não conversa- entrevista; Fotógrafo não faz lanche- almoça em horário incomum; Fotógrafo não é chato- é crítico; Fotógrafo não tem olheiras – tem marcas de guerra; Fotógrafo não confunde- perde a pauta; Fotógrafo não esquece de assinar – é anônimo; Fotógrafo não se acha – já é reconhecido; Fotógrafo não influencia- forma opinião; Fotógrafo não conta história- reconstrói; Fotógrafo não omite fatos – edita-os; Fotógrafo não pensa em trabalho – vive o trabalho; Fotógrafo não é esquecido – é eternizado pela crítica; Fotógrafo não ve - enxerga; Fotógrafo não ouve - escuta; Fotógrafo não some - se ausenta; Fotógrafo não aprende - se atualiza; Fotógrafo não come - se alimenta; Fotógrafo não briga - trava combate; Fotógrafo não é feio- é exótico; Fotógrafo não aconselha -determina; Profissão: Fotógrafo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Conto de Fadas.

Filmes de romance e novelas são assim. A história toda se passa, envolve e se baseia na conquista e nos obstáculos encontrados para ficar junto da outra pessoa, ou seja, da pessoa amada. E na história sempre tem aquele que separa os bonitinhos, e o povo torcendo pros dois ficarem felizes e viverem felizes para sempre.

Como assim, felizes para sempre?! Me responda, você conhece alguém que viveu ou vive um relacionamento feliz pra sempre? Sem brigas, sem discussões, sem contestações, sem ciúmes? Desculpa, mas nem mocinhos, mocinhas e qualquer personagem de novela ou da vida real deve viver.

Por que será que a novela acaba quando eles ficam juntos?! Ora, pra não mostrar as complicações de um relacionamento. O problema agora não é os outros, é o casal mesmo. Brigas idiotas, ou não. Ciúmes idiota, ou não. Controle idiota, ou não. Amor sufocante, ou não. Paciência, ou não.

Muitas vezes me pego pensando o porquê da minha vida não ser um conto de fadas. Justo, conto de fadas não existem. Pelo menos as coisas poderiam ser menos complicadas, as pessoas mais acessíveis e extremamente sinceras, os sentimentos realmente verdadeiros. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Algum brasileiro vive algum conto de fada?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dormindo no ponto.

Há quem discorde, mas dormir é o melhor remédio. Sim, dormir é tudo de bom. É, por exemplo, o que eu gostaria de estar fazendo agora, depois do almoço. Acordar tarde, dormir cedo, dormir depois do almoço, dormir com a sessão da tarde. Tem coisa melhor? Essa atividade revigora. A gente esquece as coisas ruins que aconteceram durante o dia e até se anima a dar oi a qualquer um que estiver passando na rua num belo dia após uma noite bem dormida. E eu tenho mais um bom motivo para dormir. Como diria minha amiga pequeninha:"ai Mari, eu gosto de vir aqui na tua casa pra dormir. Esse teu colchão é tão bom". Eu não resisto ao meu colchão e à minha caminha agradável. Nos últimos dias ela deve estar sentindo minha falta, já que dormir é o que menos faço, e quando sobra um tempinho estou acampada, desfrutando da mordomia. Posso também, além de descansar, sonhar, ter pesadelos (o que não é muito agradável) e viajarnabatatinha. Pensar em viagens, planos, estudos, relacionamentos, situações agradáveis. Mas o melhor de poder dormir, num colchão confortável e sonhar, é dormir acompanhada. Saber que no outro dia vai poder acordar com aquele pijama, sem maquiagem, escabelada e vai ter alguém que vai ter a obrigação de te dizer bom dia, e sem reclamar de nada. Enfim, vou tirar uma sonequinha.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Inverno.

Tem quem ame, quem deteste e aqueles que não sabem o que preferem. O inverno está chegando, suas temperaturas pelo menos já chegaram. Eu vou ser verdadeira com meus raros leitores e declarar: eu AMO o inverno. Na estação do frio intenso, da geada, da neve que cai de vez em quando no estado, tudo fica mais bonito. Parece que as águas são mais cristalinas, as pessoas mais educadas, a nação mais feliz, o doce mais apetitoso, os parques mais coloridos (sim, o coloridos deveria ser na primavera, época das flores... a questão é que o verão não tem cor). Nos dias gelados estamos mais dispostos a sermos menos egoístas. Gostaríamos de dividir a coberta, a garrafa de vinho, a janta e até os comentários sobre o filme do Intercine. Tudo o que contém mais calorias é mais desejado e consumido. Tudo acontece num ar tão mais europeu. A lareira, o cobertor, o aquecedor, as pessoas irreconhecíveis na rua. E as roupas? Caem muito melhor no inverno. Aqueles casacões, cachecois, lenços, botas, pijamas apeluciados (é assim?!), pantufas, palas, tocas, luvas. Ai, como é bom o inverno. Certo que só em lugares quentes e quando estamos quentes. Não digo que amo o inverno quando chove, quando tenho que ficar no frio, quando aquele vento bate na cara e racha ela, literalmente. E essa estação me faz fazer coisas que eu gosto. E eu fico com os olhos brilhando, uma eterna apaixonada pelo frio.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um pouco de vinho.

O que um pouco de vinho não faz com uma pessoa, não é? Numa noite dessas, um dia desses, nesses dias bem friozinhos aqui do sul, resolvi ter uma noite Italiana. Um delicioso cardápio de massa de arroz com molho de azeitonas. Para completar, um vinhozinho chileno para fechar a noite bem alegre e quentinha.
A primeira taça é sempre a melhor. Ali ainda estamos na nossa condição normal, onde tudo é sentido e notado. O gosto agradável do vinho me fez me servir mais, e mais. E foi então que eu percebi que eu já ria à toa de tudo que me falassem. Não necessariamente ao vivo, mas virtualmente também.
E eu perdi a vergonha de falar qualquer coisa. Falei com as pessoas que normalmente eu não iria falar. É, falei. Eu perco o medo de tudo quando estou levemente feliz, aquele dia devido ao vinho. Conversei coisas inimagináveis, marquei programas inacreditáveis, fui sincera de mais.
Me perdoem aqueles que foram levemente atingidos por isso. É, acreditem, tudo que eu falei era, na verdade, coisas reprimidas que algumas vezes tenho vergonha de mim mesma por pensar ou sentir. Sim, o momento certo pra tudo chegaria, eu só antecipei um pouco, o que deve ter causado espanto, constrangimentos e dúvidas nas pessoas. Será?! Bom, em mim não. No outro dia eu me lamentei por ter sido tão sincera. Queria ser sempre assim, mas o mundo não gira em torno das minhas sinceridades, muito menos das minhas vontades (e que não dependem só de mim). Apesar de tudo, hoje sinto-me feliz e aliviada, certa do que devo fazer, e também o que não devo fazer daquelas coisas todas que foram ditas.
Sem mais, sem vinhos, sem verdades. Hoje estou normal.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Mariana e O-a-sis em: pós-show.

O show tava lindo, maravilhoso. Pena que uma hora acabou e tivemos que dar um jeito de ir embora. O pessoal do outro carro ainda pilhou os alemães pra ir no Cavanhas, mas o meu carona não quis ir. A solução foi ir pra casa mesmo, se deliciar com as recordações que o show havia deixado, transmitido, passado.

Estava radiante. Deitei na cama e ria sozinha, de mim mesma. Como poderia um ser ficar tão feliz-alegre-contente com um show? Era uma sensação que dificilmente eu iria sentir de novo. Afinal, em quantos shows do Oasis eu vou ir na vida? E a noite foi regada a músicas da banda que eu tinha acabado de assistir ao vivo – claro que agora mais sem graça do que antes.

Acordei parecendo outra pessoa. Fui cantarolando, meio-que-saltitando pro trabalho. As pessoas que passavam por mim no caminho da minha casa-trabalho deveriam ter achado que eu era uma louca. Afinal, eu sou uma louca consciente (isso existe, será?). E eu estava disposta a fazer aquele dia pós-show ser tão inacreditável e maravilhoso como o do dia 12, mesmo sendo dia 13. Eu ainda estava sem palavras e em alfa devido à mostra da banda inglesa.

Cheguei ao serviço pilhada pra começar a escrever pro meu blog, e claro que não para fazer os trabalhos. E graças à minha sorte, meu computador pifou-não-ligou-mais. Eu só queria falar de O-a-sis, O-a-sis, O-a-sis. Eu até to me enrolando um pouco por aqui, porque realmente é uma sensação inexplicável. Sim, inclusive o depois. Além disso, tinha prometido procurar meus novos amigos no Orkut. De alguns eu até lembrava o nome. Queria colocar as fotos no álbum do site de relacionamentos pra todo mundo ver que eu realmente fui. E eu fui.

O primeiro mais novo amigo que eu procurei no site, foi o morenaço. Afinal, o interesse era grande pra que ele logo me mandasse a foto que ele tirou do “trio-parada-dura”. E de repente vejo nossos amigos em comum: - Óhhhh. Ele é amigo da minha Irresponsável lá no Irga. Eu pouco curiosa fui lá perguntar: - O Irresponsável, daonde tu conhece o morenaço? E ela: - O morenaço de Little Church? Eu: – É, é. Ela: Ah, ele é um dos meus filhos adotados-emprestados-entenda como quiser. Por quê? Eu: Porque eu fui no show com ele ontem. E então a fofoca rolou solta. O mundo é realmente muito pequeno, mas as coisas acontecem porque devem acontecer. O morenaço até falou que um dia vai me convidar pra fazer alguma coisa, tipo, andar de rede, sabe.

A loira também foi adicionada e comentou que meu texto sobre o show está ótimo, porém, faltou o detalhe de quando estávamos indo para o show e discutindo, juntamente com o pessoal do Pretinho Básico, o que consideramos traição. O loiro, o primeiro amigo, o pilhador, é pra ir sábado no Baile do Chucrute. Vamos ver se ele não vai dar pra trás. O amigo do Halls não entra muito no MSN, as notícias dele são poucas. E o que me colocou nos ombros deve ter morrido de tanta dor nas costas, porque eu não achei ele em lugar nenhum.

E acho que é só. Pessoal, quando é o próximo show?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mariana e O-a-sis em: o SHOW.

Meu amigo internauta, que não era mais tão internauta me salvou. Combinamos de nos encontrar às 18 horas na rodoviária, já que ele ia pegar a prima dele que tinha vindo de Poço das Antas especialmente para o show (claro que para o show). Como ele é tímido, e ela era uma desconhecida, o início do encontro do trio foi meio-que-digamos-que silencioso. Tínhamos que ir da rodoviária até o Bonfim encontrar os amigos do meu amigo, que eu também nunca tinha visto na vida. Eu só torcia pra que fossem simpáticos e não me deixassem sozinha. Imagina se eu vou pra lá e acontece alguma coisa comigo?! Afinal de contas, não contei pra nin-guém da minha família que eu prestigiaria a tal da famosa banda, que pra eles de famosa e valiosa não tem nada. Chegamos na Felipe Camarão e as apresentações foram meio tímidas, nervosas, rápidas. O importante era pegar o carro e seguir até o Gigantinho (lugar que eu nem imaginaria pisar algum dia). No caminho até o estacionamento onde deixamos o carro prata, bonitinho e limpinho do amigo, eu e a loira de Poço das Antas fomos nos familiarizando. Ela já tinha até sido uma super-mega-hiper colega momentânea do meu irmão (esse mundo é pequeno ). Assim que colocamos o pé lá no espaço dos colorados, resolvi contar. Nosso grupo-turma-gangue-galera era composta por oito integrantes. Três meninas e cinco rapazes. Demoramos uma meia hora até chegar na pista, onde ficaríamos o resto da noite para apreciar os irmãos birrentos e o resto da banda. Convenhamos, a fama é deles, né? Logo encontrei alguns conhecidos como meu amigo sinuqueiro de Lajeado (me perdoe), e o meu mais novo seguidor do Twitter. Fui fazer a social e voltei pros lados do pessoal. De longe avistei as parcerias do Centro 3 da Unisinos, tipo o sabe-tudo-de-oasis e o senhor mais indeciso que eu (sim, ele decidiu na tarde que iria ir ao show). A questão é que não eram nem 19h e 30min, e a gente já estava em pé esperando “os ilustres” subirem ao palco. Pelas informações que eu tinha, eles estariam tocando pelas 21 horas. Ainda tinha o show de abertura da Cachorro Grande, agradável aos fãs que esperavam a banda principal. Entre as tantas letras das canções, ressalto: “Você não sabe o que perdeu. Você não viu o que aconteceu”, não indo ao show do Oasis. O meu carona era o mais quieto de todos. Querido, mas na dele. O outro, alemão de Parobé, era o que não parava de oferecer Halls. Também tinha o morenaço de Little Church que não ganhará explicações aqui, pois haverá um novo texto explicando o pós-show. O casal de namorados, meio excluído. A loira, ex-colega do meu irmão , e também o Beatle Jr., que me carregou na marra. Companhias extremamente agradáveis, amáveis, divertidas, e inesquecíveis, quem sabe. 21h e 40 min as criaturas sobem ao palco e começa o tão-tão-esperado show. Até aquele momento eu conhecia uma meia dúzia de músicas deles, mas foi o suficiente para eu dizer que realmente valeu cada centavo. Pra dizer que apesar deles serem uns arrogantes, brigões e estúpidos, eu gosto das músicas deles. Defino o show, como perfeito. Não há muitos detalhes que possam ser descritos aqui. Normalmente coisas perfeitas são indescritíveis e inexplicáveis. Única coisa que podemos descrever e a dor nas costas do meu quase amigo Beatle que me suportou em Don´t Look Back in Anger. E se você quer saber, sou fã de O-a-sis sim!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mariana e O-a-sis em: o ingresso.

11 de maio de 2009. Eu prefiro números pares aos ímpares, mas agora tanto faz. Esse número me trouxe expectativas para eu ter um dia 12 cheio de boas lembranças depois da noite espetacular que tive no Gigantinho. Eu já tinha decidido há mais ou menos umas duas semanas que eu realmente iria ir ao show da banda inglesa Oasis. Ainda mais depois que troquei algumas palavras com um amigo internauta que me pilhou pra ir. Diferentemente dos irmãos Liam e Noel, eu não estava brigada com ninguém. A única coisa que eu realmente precisava era juntar a fortuna toda para comprar o ingresso. Os dias foram passando. Era mais ou menos como “sem lenço, sem documento”, literalmente sem dinheiro. E o medo dos ingressos acabarem? Isso realmente não podia acontecer. Apesar de eu não gostar muito, muito de nenhuma banda, eu resolvi ir. Não imagino quando seria a próxima oportunidade de ver esses caras tocando e tal. Essas coisas. E finalmente, um dia antes do show, no ímpar (que normalmente me trás um azareco) eu fui comprar o ingresso. Apesar de todos aqueles comentários do povo dizendo que não ia, porque não tinha conseguido ingresso, eu fui até a bilheteria do Bourbon Country ouvir com meus próprios ouvidos o NÃO da vendedora. Chegando lá, a bilheteria do teatro não estava realmente sendo muito procurada e o meu medo aumentava a cada passo em que dava em direção ao balcão. Eis o momento que pergunto para a moça que me respondeu por aqueles interfones/microfones/seja lá o que: - Ei moça, ainda tem ingresso pro Oasis? Ela me olhou com aquela cara de “que pergunta idiota” e me respondeu em claro e bom som, como se a resposta fosse mega óbvia: - Sim. Estava finalmente preparada para ir ao show na terça-feira, dia 12 de maio. Ou quase. E agora, com que eu vou?! Ei, amigo internauta pilhador para show do Oasis, me salve dessa.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Medinhos.

Quem nunca sentiu medo que atire a primeira pedra, ou que solte o primeiro grito! Ah, eu grito, mas por sentir medo. Tenho muito medo. Medo de várias coisas que acontecem, ou melhor, que poderiam acontecer.
Meu maior medo é de perder pessoas que amo muito. Aquelas especiais que fizeram parte de todos os dias da minha vida. Não imagino minha vida seu meu pai e minha mãe. Eles que sempre me apóiam e estão comigo nas decisões mais absurdas que posso tomar. Ou que me reprimem por algum ato que deveria ter pensado melhor antes de fazer. Sim, é o meu maior medo. Nessa lista de pessoas também entram aquelas que não fizeram parte de toda minha vida, mas que são tão especiais. O irmão biológico, os irmãos emprestados, os amigos das horas boas, e os das horas ruins também.
Tenho medo de ser assassinada, assaltada, estuprada. Também de ser injustiçada, ser presa, sequestrada e vítima de animais selvagens. Medo também de adoecer e morrer amanhã, ou muito em breve. Medo de acidentes de trânsito, guerras, bombas.
Eu ainda conheço o medo bom, que mais parece ansiedade. Na verdade não sei explicar direito, mas sei o que é. O medo bom é tudo aquilo que tu gostaria que acontecesse, mas improvável de acontecer. Claro que não impossível. É aquilo que acontece raras vezes, e por ser menos freqüente, tu acaba sentindo aquele friozinho na barriga por tudo o que está, ou não, por vir. Coisas boas caracterizam o medo bom.
Medo de dormir e não acordar mais, de pegar fogo em casa, do Grêmio falir, do MSN acabar, de roubarem o celular com toda lista telefônica. De voltar a fazer trabalhos à mão, de não saber dirigir.
Todos temos medos. Medos de coisas reais, que certamente podem acontecer.

domingo, 22 de março de 2009

Nosso mundo audiovisual.

Vivemos em uma era tecnológica, onde praticamente tudo envolve produtos audiovisuais. Celulares, internet, cinema, televisão. Os jornais, tanto os mais vendidos, como aqueles de pequena tiragem, estão colocando seu conteúdo online, com vídeos e explicações audiovisuais ao leitor/expectador. Conteúdos que não precisam mais de equipamentos raros, caros e pesados para serem feitos. Hoje podemos postar vídeos de nosso interesse no YouTube, feitos com nossas câmeras digitais compactas.
Nesses dias, coloquei na rede um vídeo (anexo 1) meu e dos meus primos jogando carta na casa da minha avó. Sem pensar muito no que havia produzido, só agora que me dei conta que era um produto audiovisual. Algo instantâneo de nossa geração, o que diferencia dos irmãos Lumiére que levaram anos pensando para construir e reproduzir seu cinematógrafo.
E agora fico pensando qual o significado dessa informação que coloquei na rede. Ora, para mim e meus parentes que estão no vídeo, com certeza há lembranças de momentos bons passados naquele instante. Risadas, alegrias, sentimento. Para quem não esteve presente no momento, fica a informação de um jogo que talvez não conheça. É só entretenimento? Há informação nesse vídeo?
O jornalismo se transformou com as tecnologias. Não é somente informação passada através de textos ou notas pregadas em praças públicas. As ondas de rádio começaram a ser utilizadas, principalmente na 2ª Guerra Mundial para passar informações sobre tropas adversárias, comandos e as decisões de governantes.
Depois disso o rádio já era um veículo de comunicação de massa, com grade de programação: notícias e entretenimento. Depois, a televisão foi o sucesso da vez. Críticos acreditavam que o rádio sumiria. Os dois meios de comunicação começaram a ser acessíveis à toda a população. Todos assistiam ou ouviam seus programas preferidos.
Na televisão o produto audiovisual começou a se popularizar. Além da informação passada pelos apresentadores, o telespectador não ficava mais só na imaginação. Agora podia ver imagens reais dos acontecimentos. E o mais interessante é que essa tecnologia atingia muito mais do que uma cidade. Agora se podia ver imagens e notícias de toda parte do mundo. Mesmo sem viajar e conhecer os lugares famosos, todos tinham a idéia de como era. A imagem e o áudio, além de e ser transmitidos para todos como entretenimento, também repassava informações.
Minha mãe, por exemplo, não troca a facilidade de ligar a televisão e assistir aos telejornais ali exibidos, por portais de notícias na internet. Mesmo os portais adicionando produtos audiovisuais, ela segue uma rotina de toda noite ligar o aparelho na mesma hora, ver os mesmos apresentadores, no mesmo canal. Pra ela, de uma geração anterior, procurar sites é difícil, downloads são demorados, e a cadeira não tem o mesmo conforto do sofá.
O cinema sempre foi uma boa opção de cultura. Histórias, bons roteiros, ótimos atores. Não estudamos muito cinema no curso, pois as noticias e situações mais importantes não estão nos roteiros de filmes. O que aproxima o jornalista do cinema é o documentário, que trata de um assunto específico, real, ou não.
O que acontece hoje, é que todos estão virando repórteres. Portais noticiosos sempre tem o espaço, normalmente denominado de, Você Repórter. Lá é possível postar materiais audiovisuais, sons, fotos e textos. As informações são tantas no mundo de hoje, que só jornalistas não tem mais como captá-las. E quem escolhe é o internauta, o leitor, o telespectador. A informação que ele vai receber, é decidida por ele.
Estamos entrando na era digital. Diz-se que há interatividade. As pessoas escolhem o que, quando, aonde, e porque querem esse determinado produto. Com melhor som e imagem. Há tantos produtos audiovisuais, que nem sabemos mais os nomes de quem os produz, de quem é importante e nem o que realmente deve e vale a pena ser assistido. E qual será que vai ser a próxima geração? Será que haverá mais tecnologia para transformar isso tudo que estamos vivendo. É quase impossível imaginar que sim, mas esperemos.
Anexo 1

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Minha Vó.

Antes de tudo quero que saibas que fico muito feliz em estar participando dessa festa por mais um ano. Eu sei que nesses 21 anos que tive a oportunidade de participar, nem sempre estava presente fisicamente, mas sempre te desejando mais e mais anos de vida para alegrar as bocas com os sorrisos dessa família linda que tens e criaste.

Agora te desejo por esta carta um Feliz Aniversário e muitos e muitos anos de vida. Agradeço por todos os momentos que passamos juntos, principalmente aqueles que eu mais me lembro que são os abraços, da chegada e da partida de cada momento compartilhado.

Agradeço por ter criado minha mãe como uma mãe exemplar. Uma excelente educação que proporcionou a Moa ser essa grande mulher que é hoje. Com certeza passou ensinamentos que ela usa todos os dias, como a lida com a horta. Com certeza a nossa vida é muito mais saudável com os alimentos que plantamos e cuidamos com nossas próprias mãos. Vai ver, esse é um dos motivos da senhora poder ter tido muitos momentos familiares.

Não poderia também esquecer a minha comida favorita que só a vó sabe fazer: Galinhada da Vó! Com forma e tempero inigualável na face da Terra. E as tantas outras guloseimas feitas pela matriarca da família, como: Cerveja Preta, rosca, massa feita em casa com pãozinho torrado, bife acebolado, entre tantos outros cardápios que nos fazem ficar com água na boca.

E outra, a Mônica, lembro que era muito pontual com o almoço do vô José. Este, tinha que estar pontualmente servido ao meio-dia, logo depois do Correspondente Ipiranga, da Rede Gaúcha Sat!

Para constar ainda o seu amor e paixão por orquídeas. Não só por elas, mas todas as plantas e flores que são muito bem tratadas, para deixarem a rua do maldito coro de cães, com uma especial vida colorida.

Agradeço, finalmente, toda atenção, todo tempo dedicado, todo presente – e tenho certeza que todos foram dados com muito carinho – e por sua presença nessa nossa grande família. A nossa família.

Parabéns, e agradeça por tudo que Deus te permite realizar a cada dia que levanta da tua cama, e a principal delas é viver e ver seus filhos, filhas, genros, noras, netos e netas podendo sorrir com a tua presença.

Vó, eu te amo!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O verão - Parte 1: Free Way.

Era uma sexta-feira. Mas não pense que era como qualquer sexta. Já era 2009, ou melhor, verão de 2009. Período em que tiramos férias. E quem não tira férias faz de tudo pra conseguir ir até o litoral e pegar uma prainha no final de semana. E foi isso que eu fiz.

Consegui uma carona com uma amiga, mais precisamente, ex-colega de trabalho. E lá fomos nós, rumo ao litoral. Não estávamos sozinha, seu simpaticíssimo irmão nos acompanhava atirado delicadamente no banco de trás do carro vermelho. E claro, seu pai e sua mãe nos vigiavam, já que estávamos meio que em uma perseguição familiar. Eles estavam no carro atrás da gente.

Saída de Canoas, destino Rainha do Mar. E tudo estava sendo tão divertido. Tiramos o dia para fofocar e pensar o que faríamos no final de semana ouvindo umas músicas da Ivete. E era uma falação, e de repente, a caroneira aumentava o volume e começava a cantar. Esse era o espírito: tudo vale no final de semana. Ou não?

Entramos na Free Way, popularmente conhecida. Tinha bastante movimento, até. E sempre me faz pensar que quando estou com a motorista, algo inusitado irá acontecer. E estava prestes.

Um Honda Civic extremamente lindo, tom de verde, sem nenhum arranhão, com placa que não posso divulgar, passa pela nossa esquerda. E claro, muitos outros carros estavam passando pela esquerda, já que nossa velocidade não nos permitia pertencer àquele lado. E só o carro também não bastava, a questão era a composição da direção, do carona e do carona traseiro.

Três garotos. Ta, eu não estou implicando. Três homens então, melhorou? E jovens. Óóóóó. E uma meioquemini perseguição começou. Ultrapassando pela esquerda, na frente, na direita, atrás. Todas as posições possíveis aquele carro estava. E nós sendo cercadas. E agora?

Primeiro pedágio e os garotos se anteciparam, foram bem ligeirinhos ao conseguirem parar na nossa frente, não nos deixando seguir caminho sem eles, claro. Um até se arriscou a abrir a porta do carro, mas desistiu logo.

E continuamos nosso caminho. A situação era parecida com a anterior ao primeiro pedágio. E de repente a luz interna do Honda é acionada. O que as criaturas estão aprontando? Ai ai ai ui ui. Nossa grande criatividade achou que seria um cartaz com alguma mensagem, mas não passava disso.

E eles encostaram o carro na direita, e a família atrás, no outro carro. E iam encostando, encostando. E agora? E agora? Eu só vejo a mão, o braço, o relógio do caroneiro traseiro do carro verde com a mão pra fora estendendo algum objeto e berrando: pega que tem nosso telefone (se eu não me engano foi algo do tipo). Eu alemoa do jeito que sou, fiquei nervosa e não conseguia mais nem achar o botão pra abrir o vidro.

Para desespero completo do público, o carro chegava cada vez mais perto e até gritavam: vai bater, vai bater. Nossa sorte foi que a motorista não viu. Eu peguei o objeto, parecido com algo voador. E o carro dos amigos sumiu.

Todo arranhado, o CD, objeto agora identificado, não tocava. Estava arranhado propositalmente por uma chave. É, uma chave para abrir porta, eu acho. E para que nos servia? Para entrar em contato com a misteriosa gangue do verde Civic.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Águas de Outubro.

Outubro é um mês perto do verão. O calor já está chegando e ninguém espera e gosta de dias chuvosos. Na semana do dia 20 de outubro de 2008, o estado do Rio Grande do Sul foi surpreendido por vários dias chuvosos, começando na terça e dando uma trégua no sábado. Várias cidades do Vale do Taquari entraram em alerta, pois as águas das chuvas estavam enchendo seus rios. E no domingo, dia 26, dezenas de famílias da cidade de Estrela tiveram que ser retiradas de suas casas e alojadas em outros lugares. Dia 27, segunda-feira, o ponto máximo das cheias, a cidade poderia ter parado, pois estava praticamente ilhada, mas as pessoas saíam de suas casas pela curiosidade de ver “a enchente”. Até a Brigada Militar estava sem seu local de trabalho, estava abaixo da água. Saí para registrar os momentos. Peguei a câmera analógica na Universidade na sexta-feira, pois iria fazer o ensaio sobre grupos de danças alemãs, mas acabei mudando a pauta de última hora. Com o equipamento nas mãos, me atrevi e cheguei a pedir para entrar em casas onde a enchente havia invadido para alguns clicks. As famílias preocupadas em me receber, e ao mesmo tempo com medo do rio subir, um centímetro que fosse. Pela manhã fui caminhando pelo centro até os bairros da cidade que também foram atingidos. Belvedere, escadaria, ponte-baixa, ponte-alta, avenida Rio Branco, Coronel Müssnich, Coronel Brito, parque Princesa do Vale, antiga cervejaria Polar. Pela tarde, quando o nível da água já estava baixando fui até a rua que liga ao Bairro Auxiliadora que estava interrompida. Consegui ir a um dos prédios mais altos da cidade para fazer um registro aéreo do leito do rio. Foram mais de 60 fotos tiradas. Algumas fotos selecionadas para a edição final do ensaio foram feitas com máquina analógica FM3, outras por câmera digital compacta. Estava prevendo algum erro nessas câmeras com filme, pois já tive problemas. Como previa, o primeiro filme que tirei não deu certo e tive que recorrer às imagens da câmera reserva. Um trabalho que pode ser incluído na pauta clima e realizado por muitos repórteres fotográficos para os jornais locais e estaduais.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A escolha.

Cada cidadão tem o direito de escolher seus governantes. O desenvolvimento e a história de um país acontecem em função de pessoa eleitas, de partidos criados, de ações realizadas. No Brasil o voto é obrigatório dos 18 aos 69 anos, ou seja, grande parte da população vai às urnas de dois em dois anos para escolher seus representantes. Organização é a palavra-chave para a política. Sem pessoas “liderando”, ou melhor, governando o país, tudo seria mais desorganizado e corrupto. Cada um sabe o que seu candidato propôs quando votou nele, e sabe que deverá cobrar e fiscalizar sua governança. O que deve ser melhorado no sistema brasileiro não pode ser aplicado no dia em que todos vão às urnas, mas durante todo o processo de campanha eleitoral. As pessoas precisam ter melhores critérios para a escolha dos candidatos, principalmente à vereadores municipais. Além do mais, os candidatos deveriam ser mais bem preparados. Sugiro um teste de conhecimentos gerais para todos. Um mínimo de conhecimento, inteligência e esperteza.

Como se fosse uma cidade.

Tem um administrador, mas não é o prefeito municipal. Também tem visitantes e “moradores fixos”, além de funcionários, lojas, biblioteca, guardas de trânsito. Tudo precisa ser organizado como em uma cidade do interior. Assim é a Unisinos que, por conta disso, apresenta uma série de semelhanças com Teutônia, cidade localizada no Vale do Taquari. Pode-se citar o setor de obras, saúde, cultura, e economia. Firmam parcerias, incentivam a cultura e elaboram estratégias de crescimento. Há também diferenças: na instituição de ensino paga-se uma mensalidade para freqüentá-la, na cidade interiorana paga-se impostos. Estacionamento pago e vigiado na universidade, enquanto que em Teutônia as ruas normalmente são livres. A média de faixa etária também é diferente. E alguns serviços ainda não são encontrados na Unisinos, como supermercado, imobiliária, revendas de automóveis. O comércio é mais voltado para a vida dos universitários. Há muitas pessoas envolvidas na administração da cidade e da universidade, mas as regras, leis e objetivos são diferentes, o que com certeza é levado em conta para que uma universidade não fosse emancipada. A instituição é prioritariamente voltada para a educação, diferentemente da cidadezinha, que tem que dar conta do bem estar coletivo. Na Unisinos, o movimento é mais intenso à noite enquanto na cidade a maioria se recolhe para o descanso.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sexta-feira, 12.

Sexta-feira, 12 de setembro. O encontro estava marcado para as 14 horas em um lugar público. Fechei a porta do apartamento contando até quatro para conferir se tinha tudo comigo: chave, dinheiro, documento, chocolate.

Era 13h53min quando coloquei o pé na rua em direção à parada de ônibus que me deixaria o mais rápido possível na frente do Shopping do bairro Floresta. A barriga estava doendo de nervoso. Ou seriam borboletas no estômago? Era um sentimento bom, nunca sentido antes nos meus vinte anos. Ao mesmo tempo, uma sensação de que tudo poderia dar errado: que o santo não batesse, que os gênios se odiassem, que o beijo não fechasse.

Sentei no lugar combinado, de costas para o movimento. De repente ouço uma pessoa ao meu lado e sinto aquele abraço, para mim nervoso, mas aguardado por algum tempo.

Mãos geladas, olhos brilhando, coração acelerado. Esse era o sentimento. Nada mais no mundo importava naquele momento. E cada passo dado juntos era um motivo a mais para que eu percebesse que quero estar sempre ao seu lado, sendo abraçada. Cada segundo a mais me dizia que éramos o limão inteiro, bem docinho.

E o tempo passou. Não foi possível pará-lo naquela tarde nublada, perfeita mesmo assim. E o beijo de final de filme, no meio da rua, capturado por câmeras aéreas em zoom out. Só faltou o narrador com o texto: e foram felizes para sempre.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A melhor universidade.

Na última semana foi divulgada pelo Ministério da Educação a lista das 40 melhores universidades do Brasil. A avaliação realizada não se baseia somente nas notas do Enade, como também conceitua corpo docente e estrutura.

A Universidade do Vale do Rio dos Sinos classificou-se em 38º lugar, sendo a melhor particular do estado do Rio Grande do Sul, e está entre as três melhores do Brasil. Acredito que reitoria, professores e alunos estejam satisfeitos com o resultado e ao mesmo tempo orgulhosos em poderem participar da história da instituição.

Nós, como alunos, muitas vezes criticamos palestras e atividades oferecidas. Reclamamos das aulas, dos polígrafos, das avaliações, dos métodos utilizados e do professor. E isso é por que achamos tudo de mais, ou é por sermos muito exigentes?

O preço que vem impresso no boleto bancário pago todos os meses deveria abrir os nossos olhos para aproveitarmos cada instante dentro da instituição. Momentos para um maior aprendizado e para um círculo social. O tempo que passamos no ensino superior, freqüentando aulas, fazendo provas, entregando trabalhos em grupo será a base de experiência e formação para a vida profissional.

Acredito que a valorização da instituição ainda acontecerá em algum momento, nem que seja quando já estivermos longe dela. E junto disso, o arrependimento por não ter aproveitado cada segundo no meio acadêmico.

A Unisinos está fazendo a sua parte. Corpo docente e estrutura são ótimos. O que resta agora é fazer seus alunos valorizarem a instituição, e se empenharem, principalmente, para uma vida melhor.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Entretenimento na programação.

Existem centenas de canais, centenas de programas, dezenas de gêneros. Programas para todos os tipos, gostos, raças, classes, horários. E para que você assiste televisão? Para se informar ou para se entreter?

A TV pública tem determinado tipo de investimento para fazer sua programação principalmente com telejornais e com programas infantis. Sua audiência é baixa, comparada a outros canais em horários nobres como o das 21 horas. E qual seria a solução para uma maior audiência?

Entretenimento. É o que praticamente todo telespectador quer ver quando senta no sofá e pega o controle remoto. Fica zapeando para descobrir algum programa que lhe dê prazer. Nada que faça pensar muito, já que a rotina do brasileiro é trabalhar o dia inteiro para chegar em casa, descansar e assistir um romance na novela.

A presidente da EBC diz que a TV pública não precisa necessariamente ter audiência e seguir os mesmos padrões globais. A pluralidade é garantida assim, com programas educativos e noticiosos. Mas para que investir em uma televisão que não dá retorno? Que não dá audiência? Que nem é transmitida para todos os estados brasileiros.

Eu pago imposto. Parte desse dinheiro é investido para montar os programas e nem sequer tenho sinal onde moro.

Acredito que se deveria investir para transmissão do canal público para todo país, fazer campanha publicitária divulgando a grade de programação, e montar programas diferenciados. Não somente infantis, telejornais e documentários. Começar a realização de um entretenimento inteligente que dê audiência e estimule a realização de mais e mais programação diversificada.

Enquanto não houver informação como entretenimento, o povo brasileiro continuará a dar preferência para as novelas, onde não se absorve nenhum conhecimento ou informação. Onde só há ilusão de um mundo perfeito, onde no final tudo acabará bem. Bem ao contrário de nós, brasileiros.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Não ao circo do aborto.

Aborto. Todos têm alguma opinião ou comentário a fazer quando o assunto entra em pauta. Uns se declaram a favor, outros contra. A questão toda é que o aborto é crime e não estamos discutindo o por quê de você ser contra ou a favor. E aborto precisa continuar sendo crime.

Sabe-se que se caso houvesse a desregulamentação desse crime, o país seria repleto de clínicas que realizariam abortos. Aliás, no início, seria um grande investimento. Muitas seriam abertas e então começaria uma publicidade abusiva. “Quer se livrar desse problema, seguir sua vida normal? Trate-se conosco”.

O país passaria a registrar o dobro de números de abortos. Os jovens deixariam de se prevenir em suas relações sexuais, porque se a garota engravidar será fácil: é só abortar. Não haverá a necessidade de dar à luz àquele ser, ou então, de realizar o aborto em clínicas clandestinas, como fazem agora.

Além dessas questões, ainda há fatores ligados à saúde. Realizar um aborto não é saudável para o corpo da mulher, se não haveria pencas o realizando para estarem bem. E a ciência afirma que a partir do momento que o embrião se forma já há uma vida, um sentimento, uma pessoa.

É inacreditável pensar que há humanos corajosos o suficiente para tirar a vida de um ser indefeso, incapaz de responder o seu desejo, que é o de viver.

Eu não quero a desregulamentação do aborto, mas, assim como prevê a constituição, aceito que pessoas que sofreram abuso sexual tenham o direito de abortar para não ter que criar filhos de pessoas criminosas.

sábado, 21 de junho de 2008

O que olha lá de cima.

Ele circula nos corredores do Centro de Ciências da Comunicação da Universidade do Vale do Rio dos Sinos há cerca de cinco anos. Mais do que aluno, mais do que professor, Edelberto Behs é o coordenador do curso de Jornalismo e tem 48 professores para guiar. Diferentemente do que se imagina, ele não chama a atenção com roupas de grife. Estava vestindo na noite de quinta-feira, 12, Dia dos Namorados, calça jeans, sobretudo cinza e sapato preto. Deixa transparecer um homem calmo, que tenta resolver a maioria das situações, como alguma manifestação dos críticos alunos, com a boa e velha conversa.

Sempre foi interessado pelo jornalismo, e sempre sonhou em fazer isso. Seu pai ouvia muita rádio na época em que morava em Estrela, cidade interiorana com cerca de 30 mil habitantes. Admirava muito o trabalho nas rádios, e infelizmente nunca teve a oportunidade de trabalhar nessa área.

Quando estudante, além dos cursos superiores de Jornalismo na FAMECOS e de Teologia na EST, ele também estudava muito a língua alemã. Dedicado ao jornalismo, nunca exerceu a função de pastor, até porque se considera tímido e não gosta muito de falar em público. Entrevistas? Ele já se acostumou e não se preocupa mais com isso. Afinal, faz parte da profissão.

Hoje mestre, já trabalhou em veículos de comunicação como o Jornal Evangélico, a Folha da Manhã e a Folha da Tarde. Em 1998 foi desafiado e convidado a implantar o curso de Comunicação Social – Jornalismo, no Instituto Superior e Centro Educacional Luterano de Santa Catarina (IELUSC). Como já havia trabalhado na Assessoria de Imprensa da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), tinha boas referências e mudou-se com a esposa e com um de seus dois filhos para Joinvile.

Em 2003, a Unisinos procurava um novo coordenador para o jornalismo e Edelberto resolveu aceitar mais esse novo desafio. Trabalhando numa instituição Jesuíta ele afirma que a religião não faz diferença, pois respeita unidades diferentes de ensino e a linha seguida por cada uma.

Behs, que gosta de pescar quando está de férias jogando o tempo fora e pensando na vida, também afirma que é eclético no estilo musical. Não chegando ao ponto de ter funk nos CD´s favoritos do carro, ou em sua lista de preferidas. Música sacra, clássica, jazz e blues são seus favoritos. Na hora da torcida por times de futebol, ele confessa que é ecumênico. É gremista, embora tenha um título do Internacional, que seu pai comprara há muitos anos, um para cada filho.

Curioso na leitura, e jornalista precisa ser, está lendo três livros diferentes no momento. Um deles é da autora Lucia Schneider Hart sobre o curso implantado em Joinvile. Entre os favoritos está: romance, autores latino-americanos e obviamente livros sobre comunicação. As matérias que mais gostava de fazer quando fazia reportagens eram as de cunho social. Chegou a trocar experiências com tribos indígenas no estado do Amazonas.

Entre uma pergunta e outra dos alunos da disciplina de Redação Jornalística II, com a professora Thais Furtado, algumas são sobre o curso e a comunicação social. O que ele acha que mudou e as diferenças entre os alunos e os currículos da época em que ele se formou e os de agora. Opiniões sobre determinados temas e assuntos, em especial sobre as novas tecnologias. Perguntas que o coordenador deve responder a todo instante e a toda entrevista. Conforme Behs “antigamente fazia-se mais reportagens e hoje a tendência é a espetacularização e o entretenimento”.

Quando perguntado sobre o que acha do mundo acadêmico, Edelberto responde que é desafiador, pois é uma área nova para os profissionais. Ele jamais deixou de aceitar novas experiências e acredita que todos seus trabalhos tenham sido importantes. Quando questionado da pouca aparição em entrevistas e falas em eventos, afirma que não é preciso aparecer, que somente é preciso dar condições para os outros se estabelecerem.

Difícil mesmo é encontrar algum registro de imagem do coordenador sorrindo. Sério em suas poses, acredito que queira mostrar como leva sua profissão e afirma: “- Faria tudo de novo.”