sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sonhando com famosos.

Tenho muitos sonhos. Não esses de verdade – esses eu também tenho, mas não é desses que eu estou falando – os que eu me refiro são os de mentira. Aqueles sonhos que as pessoas têm quando dormem. É, pois é. Eu tenho muito desse tipo de sonho, ou melhor, eu me lembro muito desses sonhos.

Já sonhei com muita gente famosa. Já tive sonhos inimagináveis com gente famosa. Deixe-me ver. Em um tempo da minha vida tive uma fase U2. Assistia DVD´s sempre, musiquinhas no mp3, notícias na internet, vídeos no youtube e assim por diante. Depois daquele show que eles fizeram no Brasil – e eu não fui – comecei com o fanatismo.

E de tanto conviver com eles, nos meus sonhos, eles se tornaram meus amigos. Conversava com eles sempre, entrava no camarim, ia fazer compras. Amigos íntimos. Parceiros para a ceva no happy hour. E, por incrível que pareça, o meu preferido não é o Bono Vox, e sim, o The Edge (David Howell Evans). Aliás, já sonhei com isso também.

Lembra quando o Bono chamou a Katilce pra subir ao palco e a moça gruda o vocalista? No meu sonho eu saía correndo em direção ao guitarrista e não saía mais de lá por nada. Talvez eu sonhe isso, por eu saber das mínimas e impossíveis chances de estar ao lado do pessoal do U2. E talvez esse fosse realmente um sonho que eu gostaria que se tornasse realidade – e não aqueles que se realizam quando a gente dorme.

Mas, e explicar para as pessoas que esse fanatismo é platônico? Pois, afinal, a banda não sabe que tu existe e nem sonha nas possibilidades de tu ter sonhado com ela. E todo mundo sabe que tu pode amar o guitarrista, mas que esse amor é amor de fã. Que por mais que tu diga que ame, e tu ama, tu não pode ter uma relacionamento – além do de fã. Poder, tu pode... mas com bandas estrangeiras fica mais difícil, né?! Se eu encontrasse ou fosse sorteada naquelas promoções de passar o dia com seu ídolo, eu nem saberia o que perguntar e o que falar, porque pessoas inconvenientes e sem noção há aos montes.

E essa noite eu tive um sonho. E tenho convicção em dizer que foi sonho de fã. Afinal, eu não conheço o vocalista da banda que sonhei. E eu não sei o por quê do meu inconsciente gostar tanto desse pessoal de bandas. E o garoto/vocalista/saxofonista – e não sei mais o que ele faz da sua vida- viajou comigo pra praia, e foi pro mar, e tomou banho-de-sol, e jantou comigo. Até que, de repente, o meu inconsciente lembrou que ele não me conhecia e fez o personagem dizer que precisava ir embora. E, good bye.

E isso é uma viagem, soa estranho. Pois, nunca falei com ele. Ele nem sabe que eu existo (sabia?). Eu só o vi em fotos, vídeos e em shows... com aquelas suas belas tranças e calças coladas. E suas performances – as danças (pras moças que me conhecem, sabe do que eu estou falando). Eu não tenho foto com ele, nem autógrafo, e muito menos tentei colocar em um potinho as suas gotas de suor, quando ele torce as tranças ao final do show.

E hoje de manhã, quando acordei, coloquei no Twitter. E quando vi, o próprio – é, o vocalista que eu não vou revelar o nome e nem a banda - tinha me respondido, curioso em saber o que eu tinha sonhado. E agora, José? GG meu pai! Meus sonhos não são mais somente com quem eu não posso falar. E foi tão legal esse contato imediato com uma pessoa que tu admira e gostaria de conhecer, mas ao mesmo tempo, não quer dar uma de fã louca e sem noção, que só fala: - Bah, sou tua fã!

Então, acredito que pela admiração, sucesso, carisma, simpatia e outras coisas, meu inconsciente me trouxe o personagem pro sonho. E o sonho rendeu o tweet, e o tweet rendeu um conhecimento, e o conhecimento rendeu um contato. Mas, nem por isso eu vou subir ao palco e dar uma de Katilce.

Dramalhão do Jaiminho – parte 4


Essa história é uma obra de ficção.

Mas Godinez tinha perdido seus pontos positivos com Mônica fazia muito tempo. Ela até que gostaria de vê-lo novamente, mas ela sabia que ele não mudaria em nada para ajudar em um possível relacionamento. Então a garota resolveu ligar para Jaiminho e confirmar o encontro daquela semana.

Jaiminho, ao atender ao telefone, ofegava. Mônica ouvia vozes ao fundo da ligação. Ela começou a achar que o garoto estava em um lugar estranho, em outra festa, com outra garota. E as palavras de Jaimito deixavam Mônica cada vez mais triste, pois ele parecia não estar entusiasmado com o encontro dos dois. Mas, depois de uma breve conversa, eles marcaram o “tal” do encontro.

Um passeio ciclístico. Sim, uma atividade física no sábado, um pouco depois do almoço. Quem guiou e fez o roteiro foi Jaiminho. Ele decidiu os belos lugares para mostrar à Mônica – os que ela ainda não conhecia. E de repente lá, quando já era pôr-do-sol os dois resolveram parar para assistir ao espetáculo. E foi quando acontece a catástrofe: Mônica cai da bicicleta.

Jaime imediatamente deixa seu equipamento para ajudar a garota e ver se ela tinha sofrido algum ferimento. E ela tinha, ela machucou o joelho. Parecia que o nervo tinha saído do lugar e estava todo saltado. Então, a garota se esforçou para conseguir voltar, empurrando a bicicleta e Jaiminho foi deixá-la em um lugar seguro, sua casa.

Ao chegar, Mônica convida Jaiminho para entrar, alegando que seus pais não estavam em casa e seu irmão tinha ido visitar alguns amigos. Jaime fica feliz, e já pensa que finalmente poderá ter um contato mais íntimo com a moça, sem ninguém atrapalhando – música, bebida, bicicleta, telefone – os dois estariam sozinhos.

Mônica não tinha o costume de levar garotos para sua casa, mas como ela gostava muito de Jaiminho, ela não poderia deixar essa chance passar. E os dois foram para a sala, e ficaram conversando. Até que, a moça ouve barulho de chave na porta da frente. E agora? Quem seria? Seu irmão? Seus pais? O que seria pior?

Mônica puxou Jaimito para o quarto, trancou a porta e a partir daí suas opções eram poucas. Como ele iria embora? Ficariam o resto do dia ali trancados? E de repente, o irmão de Mônica bate na porta de seu quarto e pergunta se ela estava bem.

Um alívio, pois não eram seus pais. E sim, seu irmão. Mas fofoqueiro do jeito que sempre foi, contaria na certa se descobrisse que a irmã estava com um garoto “estranho” dentro de casa.

Mônica gritou com o irmão, através da porta e disse que estava tudo bem. E a partir desse momento os dois começaram a passar por momentos de angústia. Sem poder falar, sem poder fazer barulho, sem TV, sem nada e principalmente sem banheiro. É, sem banheiro.

Uma hora depois do início do confinamento no quarto de Mônica, Jaiminho não agüentava mais e precisava muito fazer o número 1. Só que ele não podia sair do quarto. Mônica até ofereceu uma garrafinha pra ele tentar mirar o líquido por lá, ou até sugeriu que ele fosse na janela para fazer suas necessidades. Mas Jaime, envergonhado, não queria.

Deitou na cama e ficou lá, se revirando. Era definitivamente o dramalhão do Jaiminho. Até que ele disse para Mônica que não conseguia mais segurar.

 Fique atento às próximas postagens para saber a continuação do Dramalhão do Jaiminho, e da Mônica.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Dramalhão do Jaiminho – parte 3

Essa história é uma obra de ficção.

E após o beijo, as coisas foram se resolvendo. As mágoas, os atrasos, o cigarro, os ex´s, tudo foi esquecido. Aquele tinha sido o super-melhor-maravilhoso beijo de todos os tempos das duas criaturinhas. Estrelinhas apareceram e fogos de artifício estouraram. Agora os dois tinham olhos de apaixonados e realizados. 

Jaiminho tinha deixado sua bicicleta do lado de fora do local do encontro, e ofereceu à Mônica uma carona (de bicicleta) – que romântico. No caminho para casa, Mônica percebeu o quanto Jaimito era legal. 

Ao chegar em frente à casa onde Mônica mora, o rapaz tratou de dar mais um beijo de despedida e perguntar quando poderia encontrar a encantável moça novamente. Mas o que Jaime não sabia, era que Mônica decidiu que nunca teria mais que seis encontros com o mesmo pretendente. E ela distribuía muito bem esses encontros, para que não fossem tornando cada vez mais frequentes e próximos. Sendo assim, o encontro ficou marcado para uma semana depois. 

E durante a semana, as palavras trocadas não foram muitas. E Jaiminho continuou sua saga de compromissos semanais andando de bicicleta. E os rapazes, que moravam com Jaiminho lá no apartamento 24 da República, queriam saber mais detalhes da garota e o que o garoto estava sentindo. E Jaimito declarou que não tinha conseguido esquecer Mônica, e que era uma pena ele não ter encontrado essa garota antes, era uma lástima ela não ter dado aquele beijo logo no início do encontro, pois as coisas seriam melhores. 

- Caras, antes do beijo a guria não parava de falar dos ex´s dela. Até meio que falou que ainda gostava de tal de..., hm.. esqueci o nome dele. Que mina. Só que depois do beijo, senti que ela é uma pessoa maravilhosa. – disse Jaiminho. 

E os amigos dele começaram a questionar se realmente valia a pena ele continuar com essa história já que Mônica não tinha conseguido esquecer os outros. E Jaimito afirmou que ia fazer a garota esquecer todos eles, e também esquecer tudo de ruim que tinha acontecido em seus relacionamentos anteriores. 

E o Godinez? - sim, ele não tem nada a ver com a história, por enquanto. 

Mônica, apesar de ter tido uma afinidade muito grande com Jaimito, lembrou de Godinez. Godinez era muito parecido com o rapaz por quem ela tinha se encantado, só que a guria sabia que não tinham chances, pois Godinez gostava só de dormir e de assistir ao futebol. Ela realmente precisava de alguém que mudasse sua vida e gostasse das mesmas coisas que ela.

E, por coincidência ou destino, Godinez convida a moça para sair com ele justo no dia em que Mônica havia marcado para encontrar Jaiminho. 

E agora? Será que Jaiminho terá um final feliz com Mônica? Será que Godinez – o desaparecido – levará a melhor? Por quem o coração de Mônica bate mais forte? 

Fique atento às próximas postagens para saber a continuação do Dramalhão do Jaiminho, e da Mônica, e do Godinez.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Dramalhão do Jaiminho - parte 2

Essa história é uma obra de ficção.

Jaiminho encontrou pela internet a sua pretendente. Loira, olhos verdes, querida e simpática (assim, tipo eu). E agora, depois de tanto flerte ele queria conhecer ela, a Mônica – e não é aquela dentuça que bate com o coelhinho em todo mundo.

Os dois marcaram de se encontrar em uma festa na cidade de Tangamandápio. Era um lugar meio alternativo que Jaiminho já tinha visitado e onde foi assediado por um gay. Nada contra gays – pelo menos da minha parte – mas o guri gosta mesmo é de mulher. Pelo menos era o que a Moniquinha esperava, némmm.

Mônica chegou na hora marcada ao lugar. Ela não conhecia ninguém e estava morrendo de medo – vai que ele fosse um psicopata e aquele fosse seu último dia de vida. A guria já estava impaciente e com vontade de nunca mais falar com Jaimito. Chego à conclusão de que quem espera no altar hoje é a mulher e não o rapaz. Mas que falta de cavalheirismo Jaiminho!

Mônica já estava desolada. Ela pensava que ele poderia vir a ser o grande amor da vida dela, e a partir daquele momento decidiu que só faria o garoto sofrer em suas mãos. Por isso, fez questão de esperar o guri meio-muito-completamente atrasado. E, finalmente, quase depois de duas horas de atraso, Jaime chega.

Meio intimidados e não sabendo como lidar com a situação do “ao vivo”, Jaiminho, além de perder pontos com a garota devido ao atraso, ainda acende o cigarro e causa mais desencanto. O que poderia ser o maior e melhor romance de todos os tempos vai virando abóbora, e não um conto-de-fadas.

Mas, Mônica queria conhecer um pouco mais do Jaiminho. Conversaram, beberam, dançaram, encontraram os amigos (Chaves, Chiquinha, Kiko), e a loira começa a contar como tinha sido seu último relacionamento. Eu sei que homens não gostam quando as mulheres resolvem falar de seus relacionamentos anteriores, e Mônica não resistiu. Falou de seu ex-namoradoroloficantemarido até Jaime encher o saco e dizer que não suporta mais nem a voz da garota.

A guria ficou ainda mais chateada e decepcionada. Todos os homens que ela tinha encontrado até agora tinham tratado ela sem sentimentos, sem dó nem piedade. Mas, resolveu arriscar. Quem sabe, se ela parasse de falar, até que algo de bom poderia acontecer com os dois. E, finalmente, os dois se beijaram.

Fique atento às próximas postagens para saber a continuação do Dramalhão do Jaiminho.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Dramalhão do Jaiminho – parte 1

Essa história é uma obra de ficção.

Era uma vez um garoto. Ele era loiro, olho verde, magrinho e muito sorridente (o meu tipo favorito). Vou chamá-lo de Jaiminho – não é aquele do seriado Chaves que se esquiva de tudo para evitar a fadiga.

Jaiminho mora em Tangamandápio e tudo de bom e mais legal acontecia na vida desse garoto. Ele tinha muitos amigos, muitas garotas e boas explicações pra tudo. Sempre tem alguém querendo cortar seu pescoço, mas o guri, muito calmo e inteligente arranja uma boa explicação pra se safar de tudo.

Estudante, ele prefere muito mais as festas e os encontros com o pessoal, do que a aula (e quem não). Todos os dias da semana já têm alguma atividade marcada, nem que seja dormir. Todos os amigos o idolatram por ele ser realmente quem ele é, e por ele fazer realmente o que ele quer fazer. Ou seja, se ele quer, ele faz – óoo, parabéns.

Jaiminho, ou então, Jaimito – como seus amigos Mexicanos o chamam – anda de bicicleta. Sim, ele sabe andar e não precisa entregar correspondência. A maioria das vezes que ele sai de casa, ele vai de bike. Para a faculdade, balada, casa da mãe, casa das garotas, parques, shoppings. Ele realmente tem muito fôlego e pernas bem torneadas – ou secas.

O estudante mora no apartamento 24, de uma república de estudantes. Estilo Big Brother, a república twitta em tempo real as curiosidades e tragédias acontecidas por lá. E Jaiminho não é daqueles que fica abandonado, ele está sempre aprontando alguma e é personagem principal do Twitter lá de onde mora.

Vez dessas, ele resolve que quer conhecer uma garota para namorar, já que nunca namorou na vida – lembre-se: solteiro sim, sozinho nunca. Ele até que tentou procurar uma pretendente nas baladas, mas como Jaimito é muito intelectual, ele sempre encontrou garotas fúteis, exibidas e patricinhas. A solução seria procurar alguém online e o problema disso, é a aparência física da pretendente – dificilmente divulgada em primeira conversa na web.

Mas Jaiminho encontrou alguém, e ele nem imaginava a confusão que a garota poderia lhe causar.

Fique atento às próximas postagens para saber a continuação do Dramalhão do Jaiminho.

terça-feira, 16 de março de 2010

Eu mudei? Eis a questão.

Desde que somos crianças nosso corpo passa por uma série de transformações. Todo mundo muda, eu mudei. As mudanças podem ser físicas ou psicológicas. O bebê consegue engatinhar, daqui a algum tempo já está caminhando, falando, bagunçando, tirando as fraldas e saindo de casa. Todos os ambientes em que vivemos contribuem para as mudanças. Pode ser que eu era uma preguiçosa, dorminhoca e que não gostava muito de estudar aos 15 anos (este pode ser está mais para era). Com o passar do tempo, tive que deixar essas mordomias de lado se não, continuaria fazendo nada pelo resto da vida. Logo depois que saí da casa dos meus pais, no interior (Estrela) e vim tentar conquistar minha liberdade na capital gaúcha, eu mudei também. Além de virar uma dona-de-casa, tive que aprender a me virar sozinha em tudo. E depois de muito tempo de mudanças eu percebo que eu não sou mais a mesma. Eu sinto saudades de mim, será que conseguem me entender? Eu sinto saudades da época do cursinho, do pessoal, das festas, dos futebois, dos professores (das aulas nem tanto). Eu mudei. Hoje consigo tranquilamente assistir qualquer programa de televisão, olhar seriados ou algum filme que eu queira muito assistir sozinha. Antigamente nada tinha graça se eu não tinha companhia, e com muita distração, diversão e uma casa bagunçada. Velhos tempos da época dos filmes lá em casa – Tilá, Bruna, Tiago, Dudu, Mateus, Masa, Dani, Nathi, Zé, Tom e outros. Parando para pensar seriamente, será que fui eu quem mudou ou as circunstâncias que me mudaram? Porque, afinal, não sou mais uma adolescente que faz de tudo para aproveitar a vida. Penso muito no meu futuro profissional, e quero mostrar para as pessoas com quem trabalho que realmente sou fantástica no que faço (e convencida) – risos. Afinal, deixei de ser estagiária. Último semestre na faculdade, assunto sério. Terminar o TCC e dedicar menos tempo ao lazer – pelo menos por enquanto. E os homens... ah, os homens. Esses sim que me fizeram mudar. Mudar a visão de que um dia encontraria um príncipe encantado. Pros homens a gente precisa mudar e ao mesmo tempo não precisa. Esses seres inexplicáveis e evaporáveis. Aprendi que não adianta se importar, nem ter ciúmes, porque as pessoas não serão fieis a ti por causa disso. Eu mudei. Estou mais velha – não porque eu quis. Aprendi a me virar sozinha, gostar de fazer coisas sozinha, estar sozinha. Será que eu aprendi a ser egoísta ou eu simplesmente mudei?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Se foi 2009, já chegou 2010.

Eu sei, 2010 já está a mil pelo Brasil e eu nem pensei em fazer uma retrospectiva de 2009. Na verdade, acho que retrospectivas não são muito produtivas. Eu prefiro acreditar nas coisas boas que fiz no ano passado e não me arrepender das coisas que eu não fiz. O primeiro texto do blog demorou pra sair, isso eu também sei. O “Minha Crônica Vida” está desde novembro sem receber um postzinho, e sinto que não posso abandoná-lo. Afinal, analisando um pouco do blog de 2009, ganhei vários e diversos leitores. Fico feliz de agradar aos meus amigos mais próximos, minha família, e até aqueles anônimos que de vez em quando dão uma passada por aqui. Comecei 2010 sem promessas, sem pular as sete ondinhas, sem tomar espumante, sem lentilha, sem uvas. Quase perdi os fogos da bela Ilha da Magia, devido às filas -conhecidas como engarrafamento aqui no Rio Grande. Não guardei as sementes na carteira e também não usei calcinha amarela pra ganhar na mega-sena. Eu quero um 2010 de realizações profissionais, mas não fiz promessas pra conseguir. Acredito muito mais no meu trabalho do que nessas coisas psicológicas. Nada contra quem acredita em santos, e nessas ondinhas. Saúde, paz, amor, amizades, tranquilidade. Eu quero qualidade de vida, aproveitando todos os momentos. Quero pensar mais no agora do que no amanhã – mesmo sabendo que algumas coisas de rotina eu preciso realizar, e não tenho escapatória. Afinal, esse ano acontecerá as Bodas de Prata dos meus pais. Fato único ultimamente, onde as pessoas estão procurando cada vez menos relações estáveis. E será minha formatura, e aniversário importantíssimo do meu pai. Mas, também será o ano de catástrofes, como, dividir o apartamento com meu irmão. Eu criei expectativas, e quero me autosurpreender a cada situação inusitada, objetivo alcançado, crise superada. Quero ser uma pessoa mais tranquila, mais feliz. Quero aproveitar as amizades, conhecer mais restaurantes-bares, viajar e conhecer o mundo – sei que não vai ser possível conhecer tudo só em 2010mas tentatei. Também quero cuidar da minha saúde, rir, ler mais livros, ver mais filmes, entre outras coisas boas que eu esteja com vontade. Quero que todos amigos, conhecidos, semiconhecidos, desconhecidos e anônimos tenham um ótimo ano e que continuem acessando meus belos-feios-estranhos-legais-interessantes-ruins textos. E, isso acabou sendo uma perspectiva e várias promessas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Abre a porta Mariquinha.

Sempre tive sorte com porteiros: ou são muito chatos, ou são legais. Até tem alguns que de tão legais começam a se encaixar no grupo dos chatos.

Outra coisa que os porteiros podem ser é: entediados. Moro em um prédio que tem porteiro faz três anos e eles pedem demissão e são admitidos tantas vezes quanto troco de roupa. Nunca vi.

Nesses três anos já ouvi várias pérolas. Já que porteiro não tem muito o que fazer, além de abrir e fechar a porta, e chamar por interfone os moradores, atender tele entrega, eles devem passar o dia inteiro pensando muitas coisas. Uma, por exemplo, é que tipo de assunto eles poderiam puxar contigo quando tu passar pela portaria.

O ruim de porteiro puxar assunto (bom pra eles que ficam mais ocupados), é que ocupa teu tempo. Na verdade, o que eu mais quero quando chego em casa é entrar o elevador e fazer qualquercoisaqueeuquiser em casa. E quando eu coloco o pé aqui, o porteiro vem puxar assunto.

Acredito que com o passar do tempo os porteiros fiquem mais curiosos e fofoqueiros. Bom, pelo menos se o porteiro falar de mim por aqui, a única que eu conheço é a síndica. Não tem muito pra quem espalhar o que eu faço, ou deixo de fazer, e quem freqüenta meu apartamento.

Mas eu tenho o meu porteiro favorito. Ele trabalhava aqui desde quando me mudei. Fechou três anos que eu via ele todas as noites. Disse que ia sair de férias e nunca mais voltou. O papo dele era estranho. Desenhava no paint, e sempre achava um apelido pra qualquer um. Um dia, quando tava passando o filme As branquelas, na Globo, ele disse que eu parecia uma delas (eu mereço). Ah, e como meu sobrenome é Bechert, e ele não sabia pronunciar, saía espalhando pros vizinhos que eu era prima do David Beckham. Bem que eu podia ser esposa dele, e não prima (#comentário tarada da vez).

Mas, o mais incrível é que eles sabem tudo da tua vida sem nem mesmo perguntar. Eles sabem quando tu namora e quando não. Quando está de rolo, de ressaca, cansado, triste, feliz, elétrico. Não precisa trocar uma palavra. É só um oi e já basta pra ele saber se pode ou não fazer piadinha (legal ou sem graça) naquele dia.

Bom, eu sei que eles são prestativos, mas são curiosos. Essa semana mesmo, um deles, gentil, carregou minhas sacolas do super e aproveitou pra fazer um comentário sobre as compras. Sim, esse é uma figura... todos devem adorar ele por aqui.

Tenho um problema grave: nunca sei nome de porteiro nenhum, e não me preocupo muito com isso. Afinal, cada dia é um diferente. Eles até dizem que o garoto que mora comigo é meu irmão. Eu nunca disse que não, vai que seria difícil eles entenderem minha explicação.

Mas, uma vez fui em uma festa, com a minha prima. A festa estava ruim e decidimos volta pra casa pelas duas da matina. Resolvemos ficar na portaria conversando com a alma da portaria, já que ir pra casa dormir era muito triste. Infelizmente foi um monólogo e eu quase dormi na cadeirinha.

Bom, já chamaram ficante meu com o nome do meu ex, já perguntaram quantas pessoas jantariam aqui por causa da pizza que tava chegando, já pararam com a porta do elevador aberta por mais de dez minutos pra bater papo, já disseram pra acompanhantes, que o último tinha saído degolado/enforcado daqui (nãomerecordomuitobem).

No fundo, no fundo mesmo, quando eu me sinto sozinha, sem ninguém pra conversar, eu penso em ir até a portaria falar um pouco.

Penso, logo desisto.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Oktoberfest´s e afins.

O mês das Oktoberfest´s está acabando. Por todo lugar do estado, por menor que seja a cidade, tem uma Oktoberfest. Eu conheço a de Santa Cruz do Sul, a de Igrejinha, Roca Sales, Maratá. E tem aquela, a segunda maior do mundo, que não fica no Rio Grande do Sul, que é a da Blumenau.

Seguindo a tradição alemã, danças e comida e bebida típica. Ou seja, chopp. Conforme nosso site amigo, Wikipédia, que não traz muitas seguranças sobre suas informações, "O chope (do alemão Schoppen, "copo de meio-litro", pelo francês chope) é como se denomina, no Brasil, a cerveja sem pasteurização, servida sob pressão. O chope chegou ao Brasil com a Família Real Portuguesa, em 1808. À época, era uma bebida restrita à Corte. Com o surgimento de bares e botequins, o consumo da bebida popularizou-se, tomando o lugar dos vinhos e da cachaça".

Conclusão: hoje, essas festas alemãs são frequentadas por aqueles que se interessam pela cultura, mas também aqueles jovens que querem diversão, zoação e bebedeira de uma forma barata.

Pois pude conferir isso com meus próprios olhos, na Oktober de 2009 de Santa Cruz. Tudo muito bem organizado, espaços distribuídos, organização impecável. Até eu começar a ver aqueles que já passaram da conta.

O primeiro nem conseguia parar reto, em pé. Pessoal da minha turma de amigos foi lá ver se poderia ajudar. Era umas 22 horas, e o dito cujo disse que estava lá desde as 14. tinha perdido mais de R$ 70,00. Piadistas ainda disseram que desse jeito ele ia perder muito mais do que só o dinheiro. Era engraçado. Uma caneca de chopp na mão, e na outra, uma garrafinha de água mineral sem gás.

Sem muita vontade de beber, já que estava cansada, eu e minha amiga sentamos em um banquinho para observar o povo, que diferente de nós, só queria fazer festa. Ao nosso lado tinha um laguinho, iluminado (luzes verdes, amarelas), com uma ponte. As tentativas de ir na ponte, interditada, foram várias. Uns turistas até pularam a linha de isolamento e foram lá.

Fotos, fotos, fotos. Todos os momentos hilários precisam estar registrados para que no outro dia lembrar de tudo: - Mas eu fiz isso?! NÃO, eu não fiz isso. - Fez sim, está registrado, sem escapatória.

Pegar vasos de flores e dar para as alemoas, tirar as flores do vaso, jogar terra nas alemoas, arrancar as flores do bouquet. Trova fiada, trova legalzinha, trova muito boa, mas trova. Homens feios, bonitos, mais ou menos, imprestáveis, prestáveis, bêbados. As mulheres sempre são mais lights nessa história, porque nesse quesito, as mulheres ainda não tem dependência. Elas esperam os homens chegarem pra conversar e trotear (claro que há excessões).

Vi gente caída, se contorcendo, vários sorrisos, gargalhadas, danças engraçadas, pessoas dançando de forma engraçada, um louco se pendurando no lustre e queimando a lâmpada, montinho, dança das perninhas (tipo do filme Moulin Rouge), dança do siri, "mãos e braços, beijos e abraços". Ouvi muita coisa agradável, e desagradável. Chantagens, piadas, meiguices.

Cada ano tende a piorar, se parecer mais com carnaval, onde o principal objetivo é beber para esquecer as coisas ruins da vida: a conta para pagar, a saúde, os estudos, o difícil trabalho. Cada ano menos cultura, menos apreço, mais curtição e mais zoação. Aliás, a irresponsabilidade das pessoas está tornando as coisas cada vez mais banais.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O mundo é uma ervilha.

Alguém, algum dia, me disse que para cada pessoa que você conhece, tem seis pessoas que você também conhece e que conhece ela. Entendeu?! Ou seja, eu te conheci hoje, mas já tenho ou terei seis conhecidos que também te conhecerem e tem vínculos contigo. Bom, vou deixar esse assunto meio que de lado, porque na verdade quero falar que Porto Alegre é uma ervilha. Ou, pensando melhor, o mundo é uma ervilha. Sempre tem alguém que tu conhece, ou então alguém que conhece alguém que te conhece. Nesse último meio ano posso citar alguns exemplos. Tipo, os amigos que são amigos do amigo que eu conheci no show do Oasis. A prima do amigo, os amigos do amigo. A minha colega do inglês que peregrinou de Estrela para a capital. Não importa onde você esteja. Em 99% das vezes que você sai de casa você encontra um amigo, conhecido, parente ou então, conhece alguém que te conhece. Incrível. Fulano é amigo do beltrano. "Não acredito que você conhece a fulana. Ela é minha prima". Ou então adiciono o amigo de um amigo, que também viajou com o meu colega que é namorado da minha amiga. Encontro conhecidos indo pro trem, no ônibus pra Estrela, no aeroporto, no cinema, no shopping, na praia ...óóó céus. Imagina se o mundo fosse realmente do tamanho de uma ervilha? Mas, para minha sorte, eu gosto de ervilha.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vida de fotógrafo.

Fotógrafo não fala – informa; Fotógrafo não vai a festas – faz cobertura; Fotógrafo não acha – tem opinião; Fotógrafo não fofoca- transmite informações inúteis; Fotógrafo não para - pausa; Fotógrafo não mente- equivoca-se; Fotógrafo não chora – se emociona; Fotógrafo não some – trabalha em off; Fotógrafo não lê – busca informação; Fotógrafo não traz novidade- da furo de reportagem; Fotógrafo não tem problema – tem situação; Fotógrafo não tem muitos amigos- tem muitos contatos; Fotógrafo não briga – debate; Fotógrafo não usa carro- mas sim veículo; Fotógrafo não passeia- viaja a trabalho; Fotógrafo não conversa- entrevista; Fotógrafo não faz lanche- almoça em horário incomum; Fotógrafo não é chato- é crítico; Fotógrafo não tem olheiras – tem marcas de guerra; Fotógrafo não confunde- perde a pauta; Fotógrafo não esquece de assinar – é anônimo; Fotógrafo não se acha – já é reconhecido; Fotógrafo não influencia- forma opinião; Fotógrafo não conta história- reconstrói; Fotógrafo não omite fatos – edita-os; Fotógrafo não pensa em trabalho – vive o trabalho; Fotógrafo não é esquecido – é eternizado pela crítica; Fotógrafo não ve - enxerga; Fotógrafo não ouve - escuta; Fotógrafo não some - se ausenta; Fotógrafo não aprende - se atualiza; Fotógrafo não come - se alimenta; Fotógrafo não briga - trava combate; Fotógrafo não é feio- é exótico; Fotógrafo não aconselha -determina; Profissão: Fotógrafo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Conto de Fadas.

Filmes de romance e novelas são assim. A história toda se passa, envolve e se baseia na conquista e nos obstáculos encontrados para ficar junto da outra pessoa, ou seja, da pessoa amada. E na história sempre tem aquele que separa os bonitinhos, e o povo torcendo pros dois ficarem felizes e viverem felizes para sempre.

Como assim, felizes para sempre?! Me responda, você conhece alguém que viveu ou vive um relacionamento feliz pra sempre? Sem brigas, sem discussões, sem contestações, sem ciúmes? Desculpa, mas nem mocinhos, mocinhas e qualquer personagem de novela ou da vida real deve viver.

Por que será que a novela acaba quando eles ficam juntos?! Ora, pra não mostrar as complicações de um relacionamento. O problema agora não é os outros, é o casal mesmo. Brigas idiotas, ou não. Ciúmes idiota, ou não. Controle idiota, ou não. Amor sufocante, ou não. Paciência, ou não.

Muitas vezes me pego pensando o porquê da minha vida não ser um conto de fadas. Justo, conto de fadas não existem. Pelo menos as coisas poderiam ser menos complicadas, as pessoas mais acessíveis e extremamente sinceras, os sentimentos realmente verdadeiros. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Algum brasileiro vive algum conto de fada?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dormindo no ponto.

Há quem discorde, mas dormir é o melhor remédio. Sim, dormir é tudo de bom. É, por exemplo, o que eu gostaria de estar fazendo agora, depois do almoço. Acordar tarde, dormir cedo, dormir depois do almoço, dormir com a sessão da tarde. Tem coisa melhor? Essa atividade revigora. A gente esquece as coisas ruins que aconteceram durante o dia e até se anima a dar oi a qualquer um que estiver passando na rua num belo dia após uma noite bem dormida. E eu tenho mais um bom motivo para dormir. Como diria minha amiga pequeninha:"ai Mari, eu gosto de vir aqui na tua casa pra dormir. Esse teu colchão é tão bom". Eu não resisto ao meu colchão e à minha caminha agradável. Nos últimos dias ela deve estar sentindo minha falta, já que dormir é o que menos faço, e quando sobra um tempinho estou acampada, desfrutando da mordomia. Posso também, além de descansar, sonhar, ter pesadelos (o que não é muito agradável) e viajarnabatatinha. Pensar em viagens, planos, estudos, relacionamentos, situações agradáveis. Mas o melhor de poder dormir, num colchão confortável e sonhar, é dormir acompanhada. Saber que no outro dia vai poder acordar com aquele pijama, sem maquiagem, escabelada e vai ter alguém que vai ter a obrigação de te dizer bom dia, e sem reclamar de nada. Enfim, vou tirar uma sonequinha.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Inverno.

Tem quem ame, quem deteste e aqueles que não sabem o que preferem. O inverno está chegando, suas temperaturas pelo menos já chegaram. Eu vou ser verdadeira com meus raros leitores e declarar: eu AMO o inverno. Na estação do frio intenso, da geada, da neve que cai de vez em quando no estado, tudo fica mais bonito. Parece que as águas são mais cristalinas, as pessoas mais educadas, a nação mais feliz, o doce mais apetitoso, os parques mais coloridos (sim, o coloridos deveria ser na primavera, época das flores... a questão é que o verão não tem cor). Nos dias gelados estamos mais dispostos a sermos menos egoístas. Gostaríamos de dividir a coberta, a garrafa de vinho, a janta e até os comentários sobre o filme do Intercine. Tudo o que contém mais calorias é mais desejado e consumido. Tudo acontece num ar tão mais europeu. A lareira, o cobertor, o aquecedor, as pessoas irreconhecíveis na rua. E as roupas? Caem muito melhor no inverno. Aqueles casacões, cachecois, lenços, botas, pijamas apeluciados (é assim?!), pantufas, palas, tocas, luvas. Ai, como é bom o inverno. Certo que só em lugares quentes e quando estamos quentes. Não digo que amo o inverno quando chove, quando tenho que ficar no frio, quando aquele vento bate na cara e racha ela, literalmente. E essa estação me faz fazer coisas que eu gosto. E eu fico com os olhos brilhando, uma eterna apaixonada pelo frio.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um pouco de vinho.

O que um pouco de vinho não faz com uma pessoa, não é? Numa noite dessas, um dia desses, nesses dias bem friozinhos aqui do sul, resolvi ter uma noite Italiana. Um delicioso cardápio de massa de arroz com molho de azeitonas. Para completar, um vinhozinho chileno para fechar a noite bem alegre e quentinha.
A primeira taça é sempre a melhor. Ali ainda estamos na nossa condição normal, onde tudo é sentido e notado. O gosto agradável do vinho me fez me servir mais, e mais. E foi então que eu percebi que eu já ria à toa de tudo que me falassem. Não necessariamente ao vivo, mas virtualmente também.
E eu perdi a vergonha de falar qualquer coisa. Falei com as pessoas que normalmente eu não iria falar. É, falei. Eu perco o medo de tudo quando estou levemente feliz, aquele dia devido ao vinho. Conversei coisas inimagináveis, marquei programas inacreditáveis, fui sincera de mais.
Me perdoem aqueles que foram levemente atingidos por isso. É, acreditem, tudo que eu falei era, na verdade, coisas reprimidas que algumas vezes tenho vergonha de mim mesma por pensar ou sentir. Sim, o momento certo pra tudo chegaria, eu só antecipei um pouco, o que deve ter causado espanto, constrangimentos e dúvidas nas pessoas. Será?! Bom, em mim não. No outro dia eu me lamentei por ter sido tão sincera. Queria ser sempre assim, mas o mundo não gira em torno das minhas sinceridades, muito menos das minhas vontades (e que não dependem só de mim). Apesar de tudo, hoje sinto-me feliz e aliviada, certa do que devo fazer, e também o que não devo fazer daquelas coisas todas que foram ditas.
Sem mais, sem vinhos, sem verdades. Hoje estou normal.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Mariana e O-a-sis em: pós-show.

O show tava lindo, maravilhoso. Pena que uma hora acabou e tivemos que dar um jeito de ir embora. O pessoal do outro carro ainda pilhou os alemães pra ir no Cavanhas, mas o meu carona não quis ir. A solução foi ir pra casa mesmo, se deliciar com as recordações que o show havia deixado, transmitido, passado.

Estava radiante. Deitei na cama e ria sozinha, de mim mesma. Como poderia um ser ficar tão feliz-alegre-contente com um show? Era uma sensação que dificilmente eu iria sentir de novo. Afinal, em quantos shows do Oasis eu vou ir na vida? E a noite foi regada a músicas da banda que eu tinha acabado de assistir ao vivo – claro que agora mais sem graça do que antes.

Acordei parecendo outra pessoa. Fui cantarolando, meio-que-saltitando pro trabalho. As pessoas que passavam por mim no caminho da minha casa-trabalho deveriam ter achado que eu era uma louca. Afinal, eu sou uma louca consciente (isso existe, será?). E eu estava disposta a fazer aquele dia pós-show ser tão inacreditável e maravilhoso como o do dia 12, mesmo sendo dia 13. Eu ainda estava sem palavras e em alfa devido à mostra da banda inglesa.

Cheguei ao serviço pilhada pra começar a escrever pro meu blog, e claro que não para fazer os trabalhos. E graças à minha sorte, meu computador pifou-não-ligou-mais. Eu só queria falar de O-a-sis, O-a-sis, O-a-sis. Eu até to me enrolando um pouco por aqui, porque realmente é uma sensação inexplicável. Sim, inclusive o depois. Além disso, tinha prometido procurar meus novos amigos no Orkut. De alguns eu até lembrava o nome. Queria colocar as fotos no álbum do site de relacionamentos pra todo mundo ver que eu realmente fui. E eu fui.

O primeiro mais novo amigo que eu procurei no site, foi o morenaço. Afinal, o interesse era grande pra que ele logo me mandasse a foto que ele tirou do “trio-parada-dura”. E de repente vejo nossos amigos em comum: - Óhhhh. Ele é amigo da minha Irresponsável lá no Irga. Eu pouco curiosa fui lá perguntar: - O Irresponsável, daonde tu conhece o morenaço? E ela: - O morenaço de Little Church? Eu: – É, é. Ela: Ah, ele é um dos meus filhos adotados-emprestados-entenda como quiser. Por quê? Eu: Porque eu fui no show com ele ontem. E então a fofoca rolou solta. O mundo é realmente muito pequeno, mas as coisas acontecem porque devem acontecer. O morenaço até falou que um dia vai me convidar pra fazer alguma coisa, tipo, andar de rede, sabe.

A loira também foi adicionada e comentou que meu texto sobre o show está ótimo, porém, faltou o detalhe de quando estávamos indo para o show e discutindo, juntamente com o pessoal do Pretinho Básico, o que consideramos traição. O loiro, o primeiro amigo, o pilhador, é pra ir sábado no Baile do Chucrute. Vamos ver se ele não vai dar pra trás. O amigo do Halls não entra muito no MSN, as notícias dele são poucas. E o que me colocou nos ombros deve ter morrido de tanta dor nas costas, porque eu não achei ele em lugar nenhum.

E acho que é só. Pessoal, quando é o próximo show?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Mariana e O-a-sis em: o SHOW.

Meu amigo internauta, que não era mais tão internauta me salvou. Combinamos de nos encontrar às 18 horas na rodoviária, já que ele ia pegar a prima dele que tinha vindo de Poço das Antas especialmente para o show (claro que para o show). Como ele é tímido, e ela era uma desconhecida, o início do encontro do trio foi meio-que-digamos-que silencioso. Tínhamos que ir da rodoviária até o Bonfim encontrar os amigos do meu amigo, que eu também nunca tinha visto na vida. Eu só torcia pra que fossem simpáticos e não me deixassem sozinha. Imagina se eu vou pra lá e acontece alguma coisa comigo?! Afinal de contas, não contei pra nin-guém da minha família que eu prestigiaria a tal da famosa banda, que pra eles de famosa e valiosa não tem nada. Chegamos na Felipe Camarão e as apresentações foram meio tímidas, nervosas, rápidas. O importante era pegar o carro e seguir até o Gigantinho (lugar que eu nem imaginaria pisar algum dia). No caminho até o estacionamento onde deixamos o carro prata, bonitinho e limpinho do amigo, eu e a loira de Poço das Antas fomos nos familiarizando. Ela já tinha até sido uma super-mega-hiper colega momentânea do meu irmão (esse mundo é pequeno ). Assim que colocamos o pé lá no espaço dos colorados, resolvi contar. Nosso grupo-turma-gangue-galera era composta por oito integrantes. Três meninas e cinco rapazes. Demoramos uma meia hora até chegar na pista, onde ficaríamos o resto da noite para apreciar os irmãos birrentos e o resto da banda. Convenhamos, a fama é deles, né? Logo encontrei alguns conhecidos como meu amigo sinuqueiro de Lajeado (me perdoe), e o meu mais novo seguidor do Twitter. Fui fazer a social e voltei pros lados do pessoal. De longe avistei as parcerias do Centro 3 da Unisinos, tipo o sabe-tudo-de-oasis e o senhor mais indeciso que eu (sim, ele decidiu na tarde que iria ir ao show). A questão é que não eram nem 19h e 30min, e a gente já estava em pé esperando “os ilustres” subirem ao palco. Pelas informações que eu tinha, eles estariam tocando pelas 21 horas. Ainda tinha o show de abertura da Cachorro Grande, agradável aos fãs que esperavam a banda principal. Entre as tantas letras das canções, ressalto: “Você não sabe o que perdeu. Você não viu o que aconteceu”, não indo ao show do Oasis. O meu carona era o mais quieto de todos. Querido, mas na dele. O outro, alemão de Parobé, era o que não parava de oferecer Halls. Também tinha o morenaço de Little Church que não ganhará explicações aqui, pois haverá um novo texto explicando o pós-show. O casal de namorados, meio excluído. A loira, ex-colega do meu irmão , e também o Beatle Jr., que me carregou na marra. Companhias extremamente agradáveis, amáveis, divertidas, e inesquecíveis, quem sabe. 21h e 40 min as criaturas sobem ao palco e começa o tão-tão-esperado show. Até aquele momento eu conhecia uma meia dúzia de músicas deles, mas foi o suficiente para eu dizer que realmente valeu cada centavo. Pra dizer que apesar deles serem uns arrogantes, brigões e estúpidos, eu gosto das músicas deles. Defino o show, como perfeito. Não há muitos detalhes que possam ser descritos aqui. Normalmente coisas perfeitas são indescritíveis e inexplicáveis. Única coisa que podemos descrever e a dor nas costas do meu quase amigo Beatle que me suportou em Don´t Look Back in Anger. E se você quer saber, sou fã de O-a-sis sim!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Mariana e O-a-sis em: o ingresso.

11 de maio de 2009. Eu prefiro números pares aos ímpares, mas agora tanto faz. Esse número me trouxe expectativas para eu ter um dia 12 cheio de boas lembranças depois da noite espetacular que tive no Gigantinho. Eu já tinha decidido há mais ou menos umas duas semanas que eu realmente iria ir ao show da banda inglesa Oasis. Ainda mais depois que troquei algumas palavras com um amigo internauta que me pilhou pra ir. Diferentemente dos irmãos Liam e Noel, eu não estava brigada com ninguém. A única coisa que eu realmente precisava era juntar a fortuna toda para comprar o ingresso. Os dias foram passando. Era mais ou menos como “sem lenço, sem documento”, literalmente sem dinheiro. E o medo dos ingressos acabarem? Isso realmente não podia acontecer. Apesar de eu não gostar muito, muito de nenhuma banda, eu resolvi ir. Não imagino quando seria a próxima oportunidade de ver esses caras tocando e tal. Essas coisas. E finalmente, um dia antes do show, no ímpar (que normalmente me trás um azareco) eu fui comprar o ingresso. Apesar de todos aqueles comentários do povo dizendo que não ia, porque não tinha conseguido ingresso, eu fui até a bilheteria do Bourbon Country ouvir com meus próprios ouvidos o NÃO da vendedora. Chegando lá, a bilheteria do teatro não estava realmente sendo muito procurada e o meu medo aumentava a cada passo em que dava em direção ao balcão. Eis o momento que pergunto para a moça que me respondeu por aqueles interfones/microfones/seja lá o que: - Ei moça, ainda tem ingresso pro Oasis? Ela me olhou com aquela cara de “que pergunta idiota” e me respondeu em claro e bom som, como se a resposta fosse mega óbvia: - Sim. Estava finalmente preparada para ir ao show na terça-feira, dia 12 de maio. Ou quase. E agora, com que eu vou?! Ei, amigo internauta pilhador para show do Oasis, me salve dessa.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Medinhos.

Quem nunca sentiu medo que atire a primeira pedra, ou que solte o primeiro grito! Ah, eu grito, mas por sentir medo. Tenho muito medo. Medo de várias coisas que acontecem, ou melhor, que poderiam acontecer.
Meu maior medo é de perder pessoas que amo muito. Aquelas especiais que fizeram parte de todos os dias da minha vida. Não imagino minha vida seu meu pai e minha mãe. Eles que sempre me apóiam e estão comigo nas decisões mais absurdas que posso tomar. Ou que me reprimem por algum ato que deveria ter pensado melhor antes de fazer. Sim, é o meu maior medo. Nessa lista de pessoas também entram aquelas que não fizeram parte de toda minha vida, mas que são tão especiais. O irmão biológico, os irmãos emprestados, os amigos das horas boas, e os das horas ruins também.
Tenho medo de ser assassinada, assaltada, estuprada. Também de ser injustiçada, ser presa, sequestrada e vítima de animais selvagens. Medo também de adoecer e morrer amanhã, ou muito em breve. Medo de acidentes de trânsito, guerras, bombas.
Eu ainda conheço o medo bom, que mais parece ansiedade. Na verdade não sei explicar direito, mas sei o que é. O medo bom é tudo aquilo que tu gostaria que acontecesse, mas improvável de acontecer. Claro que não impossível. É aquilo que acontece raras vezes, e por ser menos freqüente, tu acaba sentindo aquele friozinho na barriga por tudo o que está, ou não, por vir. Coisas boas caracterizam o medo bom.
Medo de dormir e não acordar mais, de pegar fogo em casa, do Grêmio falir, do MSN acabar, de roubarem o celular com toda lista telefônica. De voltar a fazer trabalhos à mão, de não saber dirigir.
Todos temos medos. Medos de coisas reais, que certamente podem acontecer.

domingo, 22 de março de 2009

Nosso mundo audiovisual.

Vivemos em uma era tecnológica, onde praticamente tudo envolve produtos audiovisuais. Celulares, internet, cinema, televisão. Os jornais, tanto os mais vendidos, como aqueles de pequena tiragem, estão colocando seu conteúdo online, com vídeos e explicações audiovisuais ao leitor/expectador. Conteúdos que não precisam mais de equipamentos raros, caros e pesados para serem feitos. Hoje podemos postar vídeos de nosso interesse no YouTube, feitos com nossas câmeras digitais compactas.
Nesses dias, coloquei na rede um vídeo (anexo 1) meu e dos meus primos jogando carta na casa da minha avó. Sem pensar muito no que havia produzido, só agora que me dei conta que era um produto audiovisual. Algo instantâneo de nossa geração, o que diferencia dos irmãos Lumiére que levaram anos pensando para construir e reproduzir seu cinematógrafo.
E agora fico pensando qual o significado dessa informação que coloquei na rede. Ora, para mim e meus parentes que estão no vídeo, com certeza há lembranças de momentos bons passados naquele instante. Risadas, alegrias, sentimento. Para quem não esteve presente no momento, fica a informação de um jogo que talvez não conheça. É só entretenimento? Há informação nesse vídeo?
O jornalismo se transformou com as tecnologias. Não é somente informação passada através de textos ou notas pregadas em praças públicas. As ondas de rádio começaram a ser utilizadas, principalmente na 2ª Guerra Mundial para passar informações sobre tropas adversárias, comandos e as decisões de governantes.
Depois disso o rádio já era um veículo de comunicação de massa, com grade de programação: notícias e entretenimento. Depois, a televisão foi o sucesso da vez. Críticos acreditavam que o rádio sumiria. Os dois meios de comunicação começaram a ser acessíveis à toda a população. Todos assistiam ou ouviam seus programas preferidos.
Na televisão o produto audiovisual começou a se popularizar. Além da informação passada pelos apresentadores, o telespectador não ficava mais só na imaginação. Agora podia ver imagens reais dos acontecimentos. E o mais interessante é que essa tecnologia atingia muito mais do que uma cidade. Agora se podia ver imagens e notícias de toda parte do mundo. Mesmo sem viajar e conhecer os lugares famosos, todos tinham a idéia de como era. A imagem e o áudio, além de e ser transmitidos para todos como entretenimento, também repassava informações.
Minha mãe, por exemplo, não troca a facilidade de ligar a televisão e assistir aos telejornais ali exibidos, por portais de notícias na internet. Mesmo os portais adicionando produtos audiovisuais, ela segue uma rotina de toda noite ligar o aparelho na mesma hora, ver os mesmos apresentadores, no mesmo canal. Pra ela, de uma geração anterior, procurar sites é difícil, downloads são demorados, e a cadeira não tem o mesmo conforto do sofá.
O cinema sempre foi uma boa opção de cultura. Histórias, bons roteiros, ótimos atores. Não estudamos muito cinema no curso, pois as noticias e situações mais importantes não estão nos roteiros de filmes. O que aproxima o jornalista do cinema é o documentário, que trata de um assunto específico, real, ou não.
O que acontece hoje, é que todos estão virando repórteres. Portais noticiosos sempre tem o espaço, normalmente denominado de, Você Repórter. Lá é possível postar materiais audiovisuais, sons, fotos e textos. As informações são tantas no mundo de hoje, que só jornalistas não tem mais como captá-las. E quem escolhe é o internauta, o leitor, o telespectador. A informação que ele vai receber, é decidida por ele.
Estamos entrando na era digital. Diz-se que há interatividade. As pessoas escolhem o que, quando, aonde, e porque querem esse determinado produto. Com melhor som e imagem. Há tantos produtos audiovisuais, que nem sabemos mais os nomes de quem os produz, de quem é importante e nem o que realmente deve e vale a pena ser assistido. E qual será que vai ser a próxima geração? Será que haverá mais tecnologia para transformar isso tudo que estamos vivendo. É quase impossível imaginar que sim, mas esperemos.
Anexo 1