segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Uma estranha na praia.


Quando eu era criança e/ou adolescente, praia era a coisa que eu mais amava na vida. Pelo menos eu acho que era, pois eu sonhava com as férias de verão por saber que a família ia de mudança para o litoral. Nunca tive casa na praia. Então, nunca tive vizinhos, amigos, amores de verão e aquela galera da bagunça que sonha o ano inteiro para o verão chegar. Sempre fui pra praias diferentes. Não me importava. Eu ia pra onde meus pais me levavam e o que interessava mesmo era fazer castelinho na areia e tomar banho de mar. 

Depois de algum tempo, quando tomei minha, digamos que, “liberdade” – e isso significa morar sozinha e ser independente financeiramente –, comecei a planejar viagens com amigos e turmas, expressão mais conhecida como galera. Enfim, foram duas idas catastróficas à praia, pois o ritmo e ideia que eu tinha de aproveitar momentos no litoral era completamente diferente. Ou seja, ir à praia com a família é completamente diferente de ir à praia com a “galera”. 

A primeira ida foi para passar o réveillon em Capão da Canoa. Isso era final do ano 2008. Lá na beira-mar, enquanto o povo todo estourava espumantes e as rolhas caíam em cabeças aleatórias, eu desisti de pular as sete ondinhas e só pensei sobre todas as coisas que eu queria que acontecessem em 2009. O dia da virada foi o mais legal. O problema é que a “galera” queria fazer mil coisas ao mesmo tempo, e não parava de falar, de gritar, de agitar. E sempre com uma piadinha. Eu acordava cedo, deixava todos dormindo, e ia caminhar sozinha.

A outra viagem planejada com as gurias foi agora, no último feriado. Fui pro Rosa, em Santa Catarina, pra ver se eu conseguia deixar de ser menos metropolitana, digamos. Um dos meus objetivos era de ficar cinco dias sem “entrar na internet”, já que passo umas 18 horas por dia na web e, confesso, não acho isso legal. E consegui. Cinco dias fora do meu mundo. 

E você deve estar pensando qual é o problema disso tudo. O problema é que ir à praia com a “galera” não é a minha praia, nunca foi a minha rotina de praia. Eu não ia pra noite, não ficava horas na praia, não fazia amizades. Eu não fazia festa 24 horas por dia, que é o que eu percebo que acontece. As pessoas querem curtir, conhecer gente, eeuseilamaisoque. Eu não. Eu quero ir pra praia para descansar, pra ficar na minha, pra fazer o que eu gosto – e eu sei que eu deveria agradar mais ao coletivo, mas eu não consigo ficar 24 horas “ligada na tomada”. 

Aliás, eu fico andando com um protetor solar. Eu voltei mais branca do que fui. Eu não consigo ficar horas queimando ao sol para ficar com uma cor “dourada”. Eu nem tomei banho de mar como eu fazia quando eu era criança – tava frio. Aliás, eu nem sei se eu curto as músicas que tocam na praia – conhecidas como reggae -, e também não curto os surfistas sarados. Eu nem gosto de frutos do mar. 

Acho que eu não amo mais praia como antigamente. Vou comprar uma rede pro apartamento em Porto Alegre e aproveitar com a brisa do Guaíba. Virei metropolitana demais.

domingo, 12 de setembro de 2010

Falar, poder falar, não falar.



Sempre fui uma pessoa que fala muito. Quando pequena conversava pelos cotovelos com meus pais. Gostava muito quando eles me contavam histórias e depois de alguns anos virei uma contadora de histórias. E vocês conhecem crianças. Crianças são verdadeiras, espontâneas, e falam o que querem. Crianças são sinceras. Adultos não.

Crianças não se preocupam com o que vai acontecer a elas se elas forem extremamente sinceras. Normalmente todos as acham fofas, meigas, e até riem das sinceridades-verdades contadas por elas. Adultos pensam antes de falar. Pensam se aquelas palavras trarão consequências graves e ruins para suas vidas.  

Mas, as pessoas têm medo de falar? Ou o medo não é o de falar e sim o medo da interpretação do receptor? Confesso que em menos de dois anos, eu mudei. Bom, todo mundo sempre muda o tempo inteiro, mas eu mudei o que eu pensava sobre falar tudo.

Sempre pensei que tudo que eu fazia ou que acontecia comigo tinha 50% de chances de dar certo e 50% de chances de dar errado. Então, eu metia a cara, falava o que eu queria, fazia o que bem tinha vontade. Eu não tinha medo das coisas darem errado, o que eu realmente esperava era que com essa minha atitude as chances das coisas darem certo poderiam ser bem maiores do que se eu não fizesse nada.

O que acontecia antes era que eu me preocupava comigo, com o meu bem-estar, com a minha vida, com as minhas vontades. E isso de falar o que se tem vontade, e o que realmente se sente mudou. Hoje eu tenho medo de falar. Eu deixo de falar as coisas para não me decepcionar, e principalmente para não decepcionar os outros.

Eu não tenho medo só da decepção. Eu tenho medo de falar e não ser compreendida. Eu tenho medo de falar e pagar mico com algo muito absurdo e fora da realidade  - que eu achava ser real.

Eu sei as consequências de não falar o que eu quero e o que eu sinto, eu só ainda não coloquei tudo na balança pra pesar se é melhor falar ou não falar. E claro, quando você sabe o que os outros pensam e sentem, e sabe que é recíproco, falar não é um problema.

Há um sinal para sabermos a hora certa de falar? Tenho saudades de ser criança e falar. Tenho saudades de não ter que medir palavras, nem atitudes. Tenho saudades de poder ser eu mesma, sempre. 

domingo, 5 de setembro de 2010

Eu não me importo.


Sabe aqueles dias em que as mínimas coisas viram grandes coisas? As pessoas, em geral, costumam realizar tempestades em copos-d’água. Mas, as pequenas coisas não deveriam se tornar grandes coisas. Nada é o fim do mundo, até que ele acabe realmente.

E o que seria a solução para que pequenas coisas não virassem grandes coisas? Eu digo que não se importar seria uma bela solução. O problema dessa hipótese de solução é realmente não se importar. Quem consegue não se importar com nada? Quem consegue não dar bola para nada?

Tirou nota baixa no colégio, faculdade ou em qualquer outro lugar que exija um estudo de ti? Fácil, estude mais. Se ralou estudando e mesmo assim não foi bem? Quem se importa?

As coisas andam bem no trabalho? Não? Teu chefe já olha de cara torta? Quem se importa além de ti? Não consegue tempo pros amigos? Eles irão parar de se importar, logo que cansarem de tentar te ver e tu dizer que não. Ninguém mais vai se importar.

Está doente? A mãe, com certeza é quem mais se importa. Caso tu more longe da mãe, morreu playboy. Praticamente ninguém vai se oferecer pra ir em alguma emergência contigo – ainda mais com as filas intermináveis e o tempo de espera gigantesco dos hospitais para te atender. Ou seja, não se importe. Mais do que morrer, ninguém vai. Eu acho.

Deixou de falar o que devia para alguém especial, que por isso já não é mais tão especial? Ninguém se importa. Ninguém sabia. Deixou de se entregar plenamente com medo do que o outro sente? Quem se importa? O problema é teu. A teimosia também. O orgulho, muito mais.

E agora? Fica aí, sentado, lendo esse texto e esperando que tenha alguma única alma que se importe? Espere sentado. Se depender da importância que tu quer que os outros dêem pra ti, pros teus valores, pros teus sentimentos e pros teus atos... tu não vai viver mais. Só vai se preocupar à toa.

Talvez, eu só queria não me importar. Porque o mal das pessoas é se importarem muito. E se importando muito, criam muitas expectativas. E muitas expectativas serão para sempre só expectativas.

Quer saber? Cansei de me importar com esse texto. Eu definitivamente não quero mais me importar. Quero apenas viver e ser feliz. Pensando bem, quem se importa com o que eu quero?

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Sonhando com famosos.

Tenho muitos sonhos. Não esses de verdade – esses eu também tenho, mas não é desses que eu estou falando – os que eu me refiro são os de mentira. Aqueles sonhos que as pessoas têm quando dormem. É, pois é. Eu tenho muito desse tipo de sonho, ou melhor, eu me lembro muito desses sonhos.

Já sonhei com muita gente famosa. Já tive sonhos inimagináveis com gente famosa. Deixe-me ver. Em um tempo da minha vida tive uma fase U2. Assistia DVD´s sempre, musiquinhas no mp3, notícias na internet, vídeos no youtube e assim por diante. Depois daquele show que eles fizeram no Brasil – e eu não fui – comecei com o fanatismo.

E de tanto conviver com eles, nos meus sonhos, eles se tornaram meus amigos. Conversava com eles sempre, entrava no camarim, ia fazer compras. Amigos íntimos. Parceiros para a ceva no happy hour. E, por incrível que pareça, o meu preferido não é o Bono Vox, e sim, o The Edge (David Howell Evans). Aliás, já sonhei com isso também.

Lembra quando o Bono chamou a Katilce pra subir ao palco e a moça gruda o vocalista? No meu sonho eu saía correndo em direção ao guitarrista e não saía mais de lá por nada. Talvez eu sonhe isso, por eu saber das mínimas e impossíveis chances de estar ao lado do pessoal do U2. E talvez esse fosse realmente um sonho que eu gostaria que se tornasse realidade – e não aqueles que se realizam quando a gente dorme.

Mas, e explicar para as pessoas que esse fanatismo é platônico? Pois, afinal, a banda não sabe que tu existe e nem sonha nas possibilidades de tu ter sonhado com ela. E todo mundo sabe que tu pode amar o guitarrista, mas que esse amor é amor de fã. Que por mais que tu diga que ame, e tu ama, tu não pode ter uma relacionamento – além do de fã. Poder, tu pode... mas com bandas estrangeiras fica mais difícil, né?! Se eu encontrasse ou fosse sorteada naquelas promoções de passar o dia com seu ídolo, eu nem saberia o que perguntar e o que falar, porque pessoas inconvenientes e sem noção há aos montes.

E essa noite eu tive um sonho. E tenho convicção em dizer que foi sonho de fã. Afinal, eu não conheço o vocalista da banda que sonhei. E eu não sei o por quê do meu inconsciente gostar tanto desse pessoal de bandas. E o garoto/vocalista/saxofonista – e não sei mais o que ele faz da sua vida- viajou comigo pra praia, e foi pro mar, e tomou banho-de-sol, e jantou comigo. Até que, de repente, o meu inconsciente lembrou que ele não me conhecia e fez o personagem dizer que precisava ir embora. E, good bye.

E isso é uma viagem, soa estranho. Pois, nunca falei com ele. Ele nem sabe que eu existo (sabia?). Eu só o vi em fotos, vídeos e em shows... com aquelas suas belas tranças e calças coladas. E suas performances – as danças (pras moças que me conhecem, sabe do que eu estou falando). Eu não tenho foto com ele, nem autógrafo, e muito menos tentei colocar em um potinho as suas gotas de suor, quando ele torce as tranças ao final do show.

E hoje de manhã, quando acordei, coloquei no Twitter. E quando vi, o próprio – é, o vocalista que eu não vou revelar o nome e nem a banda - tinha me respondido, curioso em saber o que eu tinha sonhado. E agora, José? GG meu pai! Meus sonhos não são mais somente com quem eu não posso falar. E foi tão legal esse contato imediato com uma pessoa que tu admira e gostaria de conhecer, mas ao mesmo tempo, não quer dar uma de fã louca e sem noção, que só fala: - Bah, sou tua fã!

Então, acredito que pela admiração, sucesso, carisma, simpatia e outras coisas, meu inconsciente me trouxe o personagem pro sonho. E o sonho rendeu o tweet, e o tweet rendeu um conhecimento, e o conhecimento rendeu um contato. Mas, nem por isso eu vou subir ao palco e dar uma de Katilce.

Dramalhão do Jaiminho – parte 4


Essa história é uma obra de ficção.

Mas Godinez tinha perdido seus pontos positivos com Mônica fazia muito tempo. Ela até que gostaria de vê-lo novamente, mas ela sabia que ele não mudaria em nada para ajudar em um possível relacionamento. Então a garota resolveu ligar para Jaiminho e confirmar o encontro daquela semana.

Jaiminho, ao atender ao telefone, ofegava. Mônica ouvia vozes ao fundo da ligação. Ela começou a achar que o garoto estava em um lugar estranho, em outra festa, com outra garota. E as palavras de Jaimito deixavam Mônica cada vez mais triste, pois ele parecia não estar entusiasmado com o encontro dos dois. Mas, depois de uma breve conversa, eles marcaram o “tal” do encontro.

Um passeio ciclístico. Sim, uma atividade física no sábado, um pouco depois do almoço. Quem guiou e fez o roteiro foi Jaiminho. Ele decidiu os belos lugares para mostrar à Mônica – os que ela ainda não conhecia. E de repente lá, quando já era pôr-do-sol os dois resolveram parar para assistir ao espetáculo. E foi quando acontece a catástrofe: Mônica cai da bicicleta.

Jaime imediatamente deixa seu equipamento para ajudar a garota e ver se ela tinha sofrido algum ferimento. E ela tinha, ela machucou o joelho. Parecia que o nervo tinha saído do lugar e estava todo saltado. Então, a garota se esforçou para conseguir voltar, empurrando a bicicleta e Jaiminho foi deixá-la em um lugar seguro, sua casa.

Ao chegar, Mônica convida Jaiminho para entrar, alegando que seus pais não estavam em casa e seu irmão tinha ido visitar alguns amigos. Jaime fica feliz, e já pensa que finalmente poderá ter um contato mais íntimo com a moça, sem ninguém atrapalhando – música, bebida, bicicleta, telefone – os dois estariam sozinhos.

Mônica não tinha o costume de levar garotos para sua casa, mas como ela gostava muito de Jaiminho, ela não poderia deixar essa chance passar. E os dois foram para a sala, e ficaram conversando. Até que, a moça ouve barulho de chave na porta da frente. E agora? Quem seria? Seu irmão? Seus pais? O que seria pior?

Mônica puxou Jaimito para o quarto, trancou a porta e a partir daí suas opções eram poucas. Como ele iria embora? Ficariam o resto do dia ali trancados? E de repente, o irmão de Mônica bate na porta de seu quarto e pergunta se ela estava bem.

Um alívio, pois não eram seus pais. E sim, seu irmão. Mas fofoqueiro do jeito que sempre foi, contaria na certa se descobrisse que a irmã estava com um garoto “estranho” dentro de casa.

Mônica gritou com o irmão, através da porta e disse que estava tudo bem. E a partir desse momento os dois começaram a passar por momentos de angústia. Sem poder falar, sem poder fazer barulho, sem TV, sem nada e principalmente sem banheiro. É, sem banheiro.

Uma hora depois do início do confinamento no quarto de Mônica, Jaiminho não agüentava mais e precisava muito fazer o número 1. Só que ele não podia sair do quarto. Mônica até ofereceu uma garrafinha pra ele tentar mirar o líquido por lá, ou até sugeriu que ele fosse na janela para fazer suas necessidades. Mas Jaime, envergonhado, não queria.

Deitou na cama e ficou lá, se revirando. Era definitivamente o dramalhão do Jaiminho. Até que ele disse para Mônica que não conseguia mais segurar.

 Fique atento às próximas postagens para saber a continuação do Dramalhão do Jaiminho, e da Mônica.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Dramalhão do Jaiminho – parte 3

Essa história é uma obra de ficção.

E após o beijo, as coisas foram se resolvendo. As mágoas, os atrasos, o cigarro, os ex´s, tudo foi esquecido. Aquele tinha sido o super-melhor-maravilhoso beijo de todos os tempos das duas criaturinhas. Estrelinhas apareceram e fogos de artifício estouraram. Agora os dois tinham olhos de apaixonados e realizados. 

Jaiminho tinha deixado sua bicicleta do lado de fora do local do encontro, e ofereceu à Mônica uma carona (de bicicleta) – que romântico. No caminho para casa, Mônica percebeu o quanto Jaimito era legal. 

Ao chegar em frente à casa onde Mônica mora, o rapaz tratou de dar mais um beijo de despedida e perguntar quando poderia encontrar a encantável moça novamente. Mas o que Jaime não sabia, era que Mônica decidiu que nunca teria mais que seis encontros com o mesmo pretendente. E ela distribuía muito bem esses encontros, para que não fossem tornando cada vez mais frequentes e próximos. Sendo assim, o encontro ficou marcado para uma semana depois. 

E durante a semana, as palavras trocadas não foram muitas. E Jaiminho continuou sua saga de compromissos semanais andando de bicicleta. E os rapazes, que moravam com Jaiminho lá no apartamento 24 da República, queriam saber mais detalhes da garota e o que o garoto estava sentindo. E Jaimito declarou que não tinha conseguido esquecer Mônica, e que era uma pena ele não ter encontrado essa garota antes, era uma lástima ela não ter dado aquele beijo logo no início do encontro, pois as coisas seriam melhores. 

- Caras, antes do beijo a guria não parava de falar dos ex´s dela. Até meio que falou que ainda gostava de tal de..., hm.. esqueci o nome dele. Que mina. Só que depois do beijo, senti que ela é uma pessoa maravilhosa. – disse Jaiminho. 

E os amigos dele começaram a questionar se realmente valia a pena ele continuar com essa história já que Mônica não tinha conseguido esquecer os outros. E Jaimito afirmou que ia fazer a garota esquecer todos eles, e também esquecer tudo de ruim que tinha acontecido em seus relacionamentos anteriores. 

E o Godinez? - sim, ele não tem nada a ver com a história, por enquanto. 

Mônica, apesar de ter tido uma afinidade muito grande com Jaimito, lembrou de Godinez. Godinez era muito parecido com o rapaz por quem ela tinha se encantado, só que a guria sabia que não tinham chances, pois Godinez gostava só de dormir e de assistir ao futebol. Ela realmente precisava de alguém que mudasse sua vida e gostasse das mesmas coisas que ela.

E, por coincidência ou destino, Godinez convida a moça para sair com ele justo no dia em que Mônica havia marcado para encontrar Jaiminho. 

E agora? Será que Jaiminho terá um final feliz com Mônica? Será que Godinez – o desaparecido – levará a melhor? Por quem o coração de Mônica bate mais forte? 

Fique atento às próximas postagens para saber a continuação do Dramalhão do Jaiminho, e da Mônica, e do Godinez.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Dramalhão do Jaiminho - parte 2

Essa história é uma obra de ficção.

Jaiminho encontrou pela internet a sua pretendente. Loira, olhos verdes, querida e simpática (assim, tipo eu). E agora, depois de tanto flerte ele queria conhecer ela, a Mônica – e não é aquela dentuça que bate com o coelhinho em todo mundo.

Os dois marcaram de se encontrar em uma festa na cidade de Tangamandápio. Era um lugar meio alternativo que Jaiminho já tinha visitado e onde foi assediado por um gay. Nada contra gays – pelo menos da minha parte – mas o guri gosta mesmo é de mulher. Pelo menos era o que a Moniquinha esperava, némmm.

Mônica chegou na hora marcada ao lugar. Ela não conhecia ninguém e estava morrendo de medo – vai que ele fosse um psicopata e aquele fosse seu último dia de vida. A guria já estava impaciente e com vontade de nunca mais falar com Jaimito. Chego à conclusão de que quem espera no altar hoje é a mulher e não o rapaz. Mas que falta de cavalheirismo Jaiminho!

Mônica já estava desolada. Ela pensava que ele poderia vir a ser o grande amor da vida dela, e a partir daquele momento decidiu que só faria o garoto sofrer em suas mãos. Por isso, fez questão de esperar o guri meio-muito-completamente atrasado. E, finalmente, quase depois de duas horas de atraso, Jaime chega.

Meio intimidados e não sabendo como lidar com a situação do “ao vivo”, Jaiminho, além de perder pontos com a garota devido ao atraso, ainda acende o cigarro e causa mais desencanto. O que poderia ser o maior e melhor romance de todos os tempos vai virando abóbora, e não um conto-de-fadas.

Mas, Mônica queria conhecer um pouco mais do Jaiminho. Conversaram, beberam, dançaram, encontraram os amigos (Chaves, Chiquinha, Kiko), e a loira começa a contar como tinha sido seu último relacionamento. Eu sei que homens não gostam quando as mulheres resolvem falar de seus relacionamentos anteriores, e Mônica não resistiu. Falou de seu ex-namoradoroloficantemarido até Jaime encher o saco e dizer que não suporta mais nem a voz da garota.

A guria ficou ainda mais chateada e decepcionada. Todos os homens que ela tinha encontrado até agora tinham tratado ela sem sentimentos, sem dó nem piedade. Mas, resolveu arriscar. Quem sabe, se ela parasse de falar, até que algo de bom poderia acontecer com os dois. E, finalmente, os dois se beijaram.

Fique atento às próximas postagens para saber a continuação do Dramalhão do Jaiminho.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Dramalhão do Jaiminho – parte 1

Essa história é uma obra de ficção.

Era uma vez um garoto. Ele era loiro, olho verde, magrinho e muito sorridente (o meu tipo favorito). Vou chamá-lo de Jaiminho – não é aquele do seriado Chaves que se esquiva de tudo para evitar a fadiga.

Jaiminho mora em Tangamandápio e tudo de bom e mais legal acontecia na vida desse garoto. Ele tinha muitos amigos, muitas garotas e boas explicações pra tudo. Sempre tem alguém querendo cortar seu pescoço, mas o guri, muito calmo e inteligente arranja uma boa explicação pra se safar de tudo.

Estudante, ele prefere muito mais as festas e os encontros com o pessoal, do que a aula (e quem não). Todos os dias da semana já têm alguma atividade marcada, nem que seja dormir. Todos os amigos o idolatram por ele ser realmente quem ele é, e por ele fazer realmente o que ele quer fazer. Ou seja, se ele quer, ele faz – óoo, parabéns.

Jaiminho, ou então, Jaimito – como seus amigos Mexicanos o chamam – anda de bicicleta. Sim, ele sabe andar e não precisa entregar correspondência. A maioria das vezes que ele sai de casa, ele vai de bike. Para a faculdade, balada, casa da mãe, casa das garotas, parques, shoppings. Ele realmente tem muito fôlego e pernas bem torneadas – ou secas.

O estudante mora no apartamento 24, de uma república de estudantes. Estilo Big Brother, a república twitta em tempo real as curiosidades e tragédias acontecidas por lá. E Jaiminho não é daqueles que fica abandonado, ele está sempre aprontando alguma e é personagem principal do Twitter lá de onde mora.

Vez dessas, ele resolve que quer conhecer uma garota para namorar, já que nunca namorou na vida – lembre-se: solteiro sim, sozinho nunca. Ele até que tentou procurar uma pretendente nas baladas, mas como Jaimito é muito intelectual, ele sempre encontrou garotas fúteis, exibidas e patricinhas. A solução seria procurar alguém online e o problema disso, é a aparência física da pretendente – dificilmente divulgada em primeira conversa na web.

Mas Jaiminho encontrou alguém, e ele nem imaginava a confusão que a garota poderia lhe causar.

Fique atento às próximas postagens para saber a continuação do Dramalhão do Jaiminho.

terça-feira, 16 de março de 2010

Eu mudei? Eis a questão.

Desde que somos crianças nosso corpo passa por uma série de transformações. Todo mundo muda, eu mudei. As mudanças podem ser físicas ou psicológicas. O bebê consegue engatinhar, daqui a algum tempo já está caminhando, falando, bagunçando, tirando as fraldas e saindo de casa. Todos os ambientes em que vivemos contribuem para as mudanças. Pode ser que eu era uma preguiçosa, dorminhoca e que não gostava muito de estudar aos 15 anos (este pode ser está mais para era). Com o passar do tempo, tive que deixar essas mordomias de lado se não, continuaria fazendo nada pelo resto da vida. Logo depois que saí da casa dos meus pais, no interior (Estrela) e vim tentar conquistar minha liberdade na capital gaúcha, eu mudei também. Além de virar uma dona-de-casa, tive que aprender a me virar sozinha em tudo. E depois de muito tempo de mudanças eu percebo que eu não sou mais a mesma. Eu sinto saudades de mim, será que conseguem me entender? Eu sinto saudades da época do cursinho, do pessoal, das festas, dos futebois, dos professores (das aulas nem tanto). Eu mudei. Hoje consigo tranquilamente assistir qualquer programa de televisão, olhar seriados ou algum filme que eu queira muito assistir sozinha. Antigamente nada tinha graça se eu não tinha companhia, e com muita distração, diversão e uma casa bagunçada. Velhos tempos da época dos filmes lá em casa – Tilá, Bruna, Tiago, Dudu, Mateus, Masa, Dani, Nathi, Zé, Tom e outros. Parando para pensar seriamente, será que fui eu quem mudou ou as circunstâncias que me mudaram? Porque, afinal, não sou mais uma adolescente que faz de tudo para aproveitar a vida. Penso muito no meu futuro profissional, e quero mostrar para as pessoas com quem trabalho que realmente sou fantástica no que faço (e convencida) – risos. Afinal, deixei de ser estagiária. Último semestre na faculdade, assunto sério. Terminar o TCC e dedicar menos tempo ao lazer – pelo menos por enquanto. E os homens... ah, os homens. Esses sim que me fizeram mudar. Mudar a visão de que um dia encontraria um príncipe encantado. Pros homens a gente precisa mudar e ao mesmo tempo não precisa. Esses seres inexplicáveis e evaporáveis. Aprendi que não adianta se importar, nem ter ciúmes, porque as pessoas não serão fieis a ti por causa disso. Eu mudei. Estou mais velha – não porque eu quis. Aprendi a me virar sozinha, gostar de fazer coisas sozinha, estar sozinha. Será que eu aprendi a ser egoísta ou eu simplesmente mudei?

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Se foi 2009, já chegou 2010.

Eu sei, 2010 já está a mil pelo Brasil e eu nem pensei em fazer uma retrospectiva de 2009. Na verdade, acho que retrospectivas não são muito produtivas. Eu prefiro acreditar nas coisas boas que fiz no ano passado e não me arrepender das coisas que eu não fiz. O primeiro texto do blog demorou pra sair, isso eu também sei. O “Minha Crônica Vida” está desde novembro sem receber um postzinho, e sinto que não posso abandoná-lo. Afinal, analisando um pouco do blog de 2009, ganhei vários e diversos leitores. Fico feliz de agradar aos meus amigos mais próximos, minha família, e até aqueles anônimos que de vez em quando dão uma passada por aqui. Comecei 2010 sem promessas, sem pular as sete ondinhas, sem tomar espumante, sem lentilha, sem uvas. Quase perdi os fogos da bela Ilha da Magia, devido às filas -conhecidas como engarrafamento aqui no Rio Grande. Não guardei as sementes na carteira e também não usei calcinha amarela pra ganhar na mega-sena. Eu quero um 2010 de realizações profissionais, mas não fiz promessas pra conseguir. Acredito muito mais no meu trabalho do que nessas coisas psicológicas. Nada contra quem acredita em santos, e nessas ondinhas. Saúde, paz, amor, amizades, tranquilidade. Eu quero qualidade de vida, aproveitando todos os momentos. Quero pensar mais no agora do que no amanhã – mesmo sabendo que algumas coisas de rotina eu preciso realizar, e não tenho escapatória. Afinal, esse ano acontecerá as Bodas de Prata dos meus pais. Fato único ultimamente, onde as pessoas estão procurando cada vez menos relações estáveis. E será minha formatura, e aniversário importantíssimo do meu pai. Mas, também será o ano de catástrofes, como, dividir o apartamento com meu irmão. Eu criei expectativas, e quero me autosurpreender a cada situação inusitada, objetivo alcançado, crise superada. Quero ser uma pessoa mais tranquila, mais feliz. Quero aproveitar as amizades, conhecer mais restaurantes-bares, viajar e conhecer o mundo – sei que não vai ser possível conhecer tudo só em 2010mas tentatei. Também quero cuidar da minha saúde, rir, ler mais livros, ver mais filmes, entre outras coisas boas que eu esteja com vontade. Quero que todos amigos, conhecidos, semiconhecidos, desconhecidos e anônimos tenham um ótimo ano e que continuem acessando meus belos-feios-estranhos-legais-interessantes-ruins textos. E, isso acabou sendo uma perspectiva e várias promessas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Abre a porta Mariquinha.

Sempre tive sorte com porteiros: ou são muito chatos, ou são legais. Até tem alguns que de tão legais começam a se encaixar no grupo dos chatos.

Outra coisa que os porteiros podem ser é: entediados. Moro em um prédio que tem porteiro faz três anos e eles pedem demissão e são admitidos tantas vezes quanto troco de roupa. Nunca vi.

Nesses três anos já ouvi várias pérolas. Já que porteiro não tem muito o que fazer, além de abrir e fechar a porta, e chamar por interfone os moradores, atender tele entrega, eles devem passar o dia inteiro pensando muitas coisas. Uma, por exemplo, é que tipo de assunto eles poderiam puxar contigo quando tu passar pela portaria.

O ruim de porteiro puxar assunto (bom pra eles que ficam mais ocupados), é que ocupa teu tempo. Na verdade, o que eu mais quero quando chego em casa é entrar o elevador e fazer qualquercoisaqueeuquiser em casa. E quando eu coloco o pé aqui, o porteiro vem puxar assunto.

Acredito que com o passar do tempo os porteiros fiquem mais curiosos e fofoqueiros. Bom, pelo menos se o porteiro falar de mim por aqui, a única que eu conheço é a síndica. Não tem muito pra quem espalhar o que eu faço, ou deixo de fazer, e quem freqüenta meu apartamento.

Mas eu tenho o meu porteiro favorito. Ele trabalhava aqui desde quando me mudei. Fechou três anos que eu via ele todas as noites. Disse que ia sair de férias e nunca mais voltou. O papo dele era estranho. Desenhava no paint, e sempre achava um apelido pra qualquer um. Um dia, quando tava passando o filme As branquelas, na Globo, ele disse que eu parecia uma delas (eu mereço). Ah, e como meu sobrenome é Bechert, e ele não sabia pronunciar, saía espalhando pros vizinhos que eu era prima do David Beckham. Bem que eu podia ser esposa dele, e não prima (#comentário tarada da vez).

Mas, o mais incrível é que eles sabem tudo da tua vida sem nem mesmo perguntar. Eles sabem quando tu namora e quando não. Quando está de rolo, de ressaca, cansado, triste, feliz, elétrico. Não precisa trocar uma palavra. É só um oi e já basta pra ele saber se pode ou não fazer piadinha (legal ou sem graça) naquele dia.

Bom, eu sei que eles são prestativos, mas são curiosos. Essa semana mesmo, um deles, gentil, carregou minhas sacolas do super e aproveitou pra fazer um comentário sobre as compras. Sim, esse é uma figura... todos devem adorar ele por aqui.

Tenho um problema grave: nunca sei nome de porteiro nenhum, e não me preocupo muito com isso. Afinal, cada dia é um diferente. Eles até dizem que o garoto que mora comigo é meu irmão. Eu nunca disse que não, vai que seria difícil eles entenderem minha explicação.

Mas, uma vez fui em uma festa, com a minha prima. A festa estava ruim e decidimos volta pra casa pelas duas da matina. Resolvemos ficar na portaria conversando com a alma da portaria, já que ir pra casa dormir era muito triste. Infelizmente foi um monólogo e eu quase dormi na cadeirinha.

Bom, já chamaram ficante meu com o nome do meu ex, já perguntaram quantas pessoas jantariam aqui por causa da pizza que tava chegando, já pararam com a porta do elevador aberta por mais de dez minutos pra bater papo, já disseram pra acompanhantes, que o último tinha saído degolado/enforcado daqui (nãomerecordomuitobem).

No fundo, no fundo mesmo, quando eu me sinto sozinha, sem ninguém pra conversar, eu penso em ir até a portaria falar um pouco.

Penso, logo desisto.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Oktoberfest´s e afins.

O mês das Oktoberfest´s está acabando. Por todo lugar do estado, por menor que seja a cidade, tem uma Oktoberfest. Eu conheço a de Santa Cruz do Sul, a de Igrejinha, Roca Sales, Maratá. E tem aquela, a segunda maior do mundo, que não fica no Rio Grande do Sul, que é a da Blumenau.

Seguindo a tradição alemã, danças e comida e bebida típica. Ou seja, chopp. Conforme nosso site amigo, Wikipédia, que não traz muitas seguranças sobre suas informações, "O chope (do alemão Schoppen, "copo de meio-litro", pelo francês chope) é como se denomina, no Brasil, a cerveja sem pasteurização, servida sob pressão. O chope chegou ao Brasil com a Família Real Portuguesa, em 1808. À época, era uma bebida restrita à Corte. Com o surgimento de bares e botequins, o consumo da bebida popularizou-se, tomando o lugar dos vinhos e da cachaça".

Conclusão: hoje, essas festas alemãs são frequentadas por aqueles que se interessam pela cultura, mas também aqueles jovens que querem diversão, zoação e bebedeira de uma forma barata.

Pois pude conferir isso com meus próprios olhos, na Oktober de 2009 de Santa Cruz. Tudo muito bem organizado, espaços distribuídos, organização impecável. Até eu começar a ver aqueles que já passaram da conta.

O primeiro nem conseguia parar reto, em pé. Pessoal da minha turma de amigos foi lá ver se poderia ajudar. Era umas 22 horas, e o dito cujo disse que estava lá desde as 14. tinha perdido mais de R$ 70,00. Piadistas ainda disseram que desse jeito ele ia perder muito mais do que só o dinheiro. Era engraçado. Uma caneca de chopp na mão, e na outra, uma garrafinha de água mineral sem gás.

Sem muita vontade de beber, já que estava cansada, eu e minha amiga sentamos em um banquinho para observar o povo, que diferente de nós, só queria fazer festa. Ao nosso lado tinha um laguinho, iluminado (luzes verdes, amarelas), com uma ponte. As tentativas de ir na ponte, interditada, foram várias. Uns turistas até pularam a linha de isolamento e foram lá.

Fotos, fotos, fotos. Todos os momentos hilários precisam estar registrados para que no outro dia lembrar de tudo: - Mas eu fiz isso?! NÃO, eu não fiz isso. - Fez sim, está registrado, sem escapatória.

Pegar vasos de flores e dar para as alemoas, tirar as flores do vaso, jogar terra nas alemoas, arrancar as flores do bouquet. Trova fiada, trova legalzinha, trova muito boa, mas trova. Homens feios, bonitos, mais ou menos, imprestáveis, prestáveis, bêbados. As mulheres sempre são mais lights nessa história, porque nesse quesito, as mulheres ainda não tem dependência. Elas esperam os homens chegarem pra conversar e trotear (claro que há excessões).

Vi gente caída, se contorcendo, vários sorrisos, gargalhadas, danças engraçadas, pessoas dançando de forma engraçada, um louco se pendurando no lustre e queimando a lâmpada, montinho, dança das perninhas (tipo do filme Moulin Rouge), dança do siri, "mãos e braços, beijos e abraços". Ouvi muita coisa agradável, e desagradável. Chantagens, piadas, meiguices.

Cada ano tende a piorar, se parecer mais com carnaval, onde o principal objetivo é beber para esquecer as coisas ruins da vida: a conta para pagar, a saúde, os estudos, o difícil trabalho. Cada ano menos cultura, menos apreço, mais curtição e mais zoação. Aliás, a irresponsabilidade das pessoas está tornando as coisas cada vez mais banais.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O mundo é uma ervilha.

Alguém, algum dia, me disse que para cada pessoa que você conhece, tem seis pessoas que você também conhece e que conhece ela. Entendeu?! Ou seja, eu te conheci hoje, mas já tenho ou terei seis conhecidos que também te conhecerem e tem vínculos contigo. Bom, vou deixar esse assunto meio que de lado, porque na verdade quero falar que Porto Alegre é uma ervilha. Ou, pensando melhor, o mundo é uma ervilha. Sempre tem alguém que tu conhece, ou então alguém que conhece alguém que te conhece. Nesse último meio ano posso citar alguns exemplos. Tipo, os amigos que são amigos do amigo que eu conheci no show do Oasis. A prima do amigo, os amigos do amigo. A minha colega do inglês que peregrinou de Estrela para a capital. Não importa onde você esteja. Em 99% das vezes que você sai de casa você encontra um amigo, conhecido, parente ou então, conhece alguém que te conhece. Incrível. Fulano é amigo do beltrano. "Não acredito que você conhece a fulana. Ela é minha prima". Ou então adiciono o amigo de um amigo, que também viajou com o meu colega que é namorado da minha amiga. Encontro conhecidos indo pro trem, no ônibus pra Estrela, no aeroporto, no cinema, no shopping, na praia ...óóó céus. Imagina se o mundo fosse realmente do tamanho de uma ervilha? Mas, para minha sorte, eu gosto de ervilha.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vida de fotógrafo.

Fotógrafo não fala – informa; Fotógrafo não vai a festas – faz cobertura; Fotógrafo não acha – tem opinião; Fotógrafo não fofoca- transmite informações inúteis; Fotógrafo não para - pausa; Fotógrafo não mente- equivoca-se; Fotógrafo não chora – se emociona; Fotógrafo não some – trabalha em off; Fotógrafo não lê – busca informação; Fotógrafo não traz novidade- da furo de reportagem; Fotógrafo não tem problema – tem situação; Fotógrafo não tem muitos amigos- tem muitos contatos; Fotógrafo não briga – debate; Fotógrafo não usa carro- mas sim veículo; Fotógrafo não passeia- viaja a trabalho; Fotógrafo não conversa- entrevista; Fotógrafo não faz lanche- almoça em horário incomum; Fotógrafo não é chato- é crítico; Fotógrafo não tem olheiras – tem marcas de guerra; Fotógrafo não confunde- perde a pauta; Fotógrafo não esquece de assinar – é anônimo; Fotógrafo não se acha – já é reconhecido; Fotógrafo não influencia- forma opinião; Fotógrafo não conta história- reconstrói; Fotógrafo não omite fatos – edita-os; Fotógrafo não pensa em trabalho – vive o trabalho; Fotógrafo não é esquecido – é eternizado pela crítica; Fotógrafo não ve - enxerga; Fotógrafo não ouve - escuta; Fotógrafo não some - se ausenta; Fotógrafo não aprende - se atualiza; Fotógrafo não come - se alimenta; Fotógrafo não briga - trava combate; Fotógrafo não é feio- é exótico; Fotógrafo não aconselha -determina; Profissão: Fotógrafo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Conto de Fadas.

Filmes de romance e novelas são assim. A história toda se passa, envolve e se baseia na conquista e nos obstáculos encontrados para ficar junto da outra pessoa, ou seja, da pessoa amada. E na história sempre tem aquele que separa os bonitinhos, e o povo torcendo pros dois ficarem felizes e viverem felizes para sempre.

Como assim, felizes para sempre?! Me responda, você conhece alguém que viveu ou vive um relacionamento feliz pra sempre? Sem brigas, sem discussões, sem contestações, sem ciúmes? Desculpa, mas nem mocinhos, mocinhas e qualquer personagem de novela ou da vida real deve viver.

Por que será que a novela acaba quando eles ficam juntos?! Ora, pra não mostrar as complicações de um relacionamento. O problema agora não é os outros, é o casal mesmo. Brigas idiotas, ou não. Ciúmes idiota, ou não. Controle idiota, ou não. Amor sufocante, ou não. Paciência, ou não.

Muitas vezes me pego pensando o porquê da minha vida não ser um conto de fadas. Justo, conto de fadas não existem. Pelo menos as coisas poderiam ser menos complicadas, as pessoas mais acessíveis e extremamente sinceras, os sentimentos realmente verdadeiros. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Algum brasileiro vive algum conto de fada?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Dormindo no ponto.

Há quem discorde, mas dormir é o melhor remédio. Sim, dormir é tudo de bom. É, por exemplo, o que eu gostaria de estar fazendo agora, depois do almoço. Acordar tarde, dormir cedo, dormir depois do almoço, dormir com a sessão da tarde. Tem coisa melhor? Essa atividade revigora. A gente esquece as coisas ruins que aconteceram durante o dia e até se anima a dar oi a qualquer um que estiver passando na rua num belo dia após uma noite bem dormida. E eu tenho mais um bom motivo para dormir. Como diria minha amiga pequeninha:"ai Mari, eu gosto de vir aqui na tua casa pra dormir. Esse teu colchão é tão bom". Eu não resisto ao meu colchão e à minha caminha agradável. Nos últimos dias ela deve estar sentindo minha falta, já que dormir é o que menos faço, e quando sobra um tempinho estou acampada, desfrutando da mordomia. Posso também, além de descansar, sonhar, ter pesadelos (o que não é muito agradável) e viajarnabatatinha. Pensar em viagens, planos, estudos, relacionamentos, situações agradáveis. Mas o melhor de poder dormir, num colchão confortável e sonhar, é dormir acompanhada. Saber que no outro dia vai poder acordar com aquele pijama, sem maquiagem, escabelada e vai ter alguém que vai ter a obrigação de te dizer bom dia, e sem reclamar de nada. Enfim, vou tirar uma sonequinha.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Inverno.

Tem quem ame, quem deteste e aqueles que não sabem o que preferem. O inverno está chegando, suas temperaturas pelo menos já chegaram. Eu vou ser verdadeira com meus raros leitores e declarar: eu AMO o inverno. Na estação do frio intenso, da geada, da neve que cai de vez em quando no estado, tudo fica mais bonito. Parece que as águas são mais cristalinas, as pessoas mais educadas, a nação mais feliz, o doce mais apetitoso, os parques mais coloridos (sim, o coloridos deveria ser na primavera, época das flores... a questão é que o verão não tem cor). Nos dias gelados estamos mais dispostos a sermos menos egoístas. Gostaríamos de dividir a coberta, a garrafa de vinho, a janta e até os comentários sobre o filme do Intercine. Tudo o que contém mais calorias é mais desejado e consumido. Tudo acontece num ar tão mais europeu. A lareira, o cobertor, o aquecedor, as pessoas irreconhecíveis na rua. E as roupas? Caem muito melhor no inverno. Aqueles casacões, cachecois, lenços, botas, pijamas apeluciados (é assim?!), pantufas, palas, tocas, luvas. Ai, como é bom o inverno. Certo que só em lugares quentes e quando estamos quentes. Não digo que amo o inverno quando chove, quando tenho que ficar no frio, quando aquele vento bate na cara e racha ela, literalmente. E essa estação me faz fazer coisas que eu gosto. E eu fico com os olhos brilhando, uma eterna apaixonada pelo frio.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um pouco de vinho.

O que um pouco de vinho não faz com uma pessoa, não é? Numa noite dessas, um dia desses, nesses dias bem friozinhos aqui do sul, resolvi ter uma noite Italiana. Um delicioso cardápio de massa de arroz com molho de azeitonas. Para completar, um vinhozinho chileno para fechar a noite bem alegre e quentinha.
A primeira taça é sempre a melhor. Ali ainda estamos na nossa condição normal, onde tudo é sentido e notado. O gosto agradável do vinho me fez me servir mais, e mais. E foi então que eu percebi que eu já ria à toa de tudo que me falassem. Não necessariamente ao vivo, mas virtualmente também.
E eu perdi a vergonha de falar qualquer coisa. Falei com as pessoas que normalmente eu não iria falar. É, falei. Eu perco o medo de tudo quando estou levemente feliz, aquele dia devido ao vinho. Conversei coisas inimagináveis, marquei programas inacreditáveis, fui sincera de mais.
Me perdoem aqueles que foram levemente atingidos por isso. É, acreditem, tudo que eu falei era, na verdade, coisas reprimidas que algumas vezes tenho vergonha de mim mesma por pensar ou sentir. Sim, o momento certo pra tudo chegaria, eu só antecipei um pouco, o que deve ter causado espanto, constrangimentos e dúvidas nas pessoas. Será?! Bom, em mim não. No outro dia eu me lamentei por ter sido tão sincera. Queria ser sempre assim, mas o mundo não gira em torno das minhas sinceridades, muito menos das minhas vontades (e que não dependem só de mim). Apesar de tudo, hoje sinto-me feliz e aliviada, certa do que devo fazer, e também o que não devo fazer daquelas coisas todas que foram ditas.
Sem mais, sem vinhos, sem verdades. Hoje estou normal.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Mariana e O-a-sis em: pós-show.

O show tava lindo, maravilhoso. Pena que uma hora acabou e tivemos que dar um jeito de ir embora. O pessoal do outro carro ainda pilhou os alemães pra ir no Cavanhas, mas o meu carona não quis ir. A solução foi ir pra casa mesmo, se deliciar com as recordações que o show havia deixado, transmitido, passado.

Estava radiante. Deitei na cama e ria sozinha, de mim mesma. Como poderia um ser ficar tão feliz-alegre-contente com um show? Era uma sensação que dificilmente eu iria sentir de novo. Afinal, em quantos shows do Oasis eu vou ir na vida? E a noite foi regada a músicas da banda que eu tinha acabado de assistir ao vivo – claro que agora mais sem graça do que antes.

Acordei parecendo outra pessoa. Fui cantarolando, meio-que-saltitando pro trabalho. As pessoas que passavam por mim no caminho da minha casa-trabalho deveriam ter achado que eu era uma louca. Afinal, eu sou uma louca consciente (isso existe, será?). E eu estava disposta a fazer aquele dia pós-show ser tão inacreditável e maravilhoso como o do dia 12, mesmo sendo dia 13. Eu ainda estava sem palavras e em alfa devido à mostra da banda inglesa.

Cheguei ao serviço pilhada pra começar a escrever pro meu blog, e claro que não para fazer os trabalhos. E graças à minha sorte, meu computador pifou-não-ligou-mais. Eu só queria falar de O-a-sis, O-a-sis, O-a-sis. Eu até to me enrolando um pouco por aqui, porque realmente é uma sensação inexplicável. Sim, inclusive o depois. Além disso, tinha prometido procurar meus novos amigos no Orkut. De alguns eu até lembrava o nome. Queria colocar as fotos no álbum do site de relacionamentos pra todo mundo ver que eu realmente fui. E eu fui.

O primeiro mais novo amigo que eu procurei no site, foi o morenaço. Afinal, o interesse era grande pra que ele logo me mandasse a foto que ele tirou do “trio-parada-dura”. E de repente vejo nossos amigos em comum: - Óhhhh. Ele é amigo da minha Irresponsável lá no Irga. Eu pouco curiosa fui lá perguntar: - O Irresponsável, daonde tu conhece o morenaço? E ela: - O morenaço de Little Church? Eu: – É, é. Ela: Ah, ele é um dos meus filhos adotados-emprestados-entenda como quiser. Por quê? Eu: Porque eu fui no show com ele ontem. E então a fofoca rolou solta. O mundo é realmente muito pequeno, mas as coisas acontecem porque devem acontecer. O morenaço até falou que um dia vai me convidar pra fazer alguma coisa, tipo, andar de rede, sabe.

A loira também foi adicionada e comentou que meu texto sobre o show está ótimo, porém, faltou o detalhe de quando estávamos indo para o show e discutindo, juntamente com o pessoal do Pretinho Básico, o que consideramos traição. O loiro, o primeiro amigo, o pilhador, é pra ir sábado no Baile do Chucrute. Vamos ver se ele não vai dar pra trás. O amigo do Halls não entra muito no MSN, as notícias dele são poucas. E o que me colocou nos ombros deve ter morrido de tanta dor nas costas, porque eu não achei ele em lugar nenhum.

E acho que é só. Pessoal, quando é o próximo show?