quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mateus, parabéns!

Há 22 anos eu descia correndo uma escada com mais de 50 degraus lá em Santa Maria para avisar a todos que eu conhecia que o Guilherme tinha nascido. "O Guilherme nasceu, o Guilherme nasceu".
As pessoas que me escutaram não tinham noção do que eu estava falando. Guilherme? Que Guilherme? Ora, o meu irmão. Esse aqui. 

Olha eu curiosa querendo ver o meu irmãozinho
- Mariana, enlouqueceu? Desde quando tu tem um irmão chamado Guilherme?

Pois é, eu não tenho. Meus pais só não tinham tomado coragem para me dizer que o nome do meu irmão não seria Guilherme. O meu irmão que nasceu, às 8h da manhã do dia 18 de julho de 1991 era o Mateus. Mateus simples, sem H.  Eu queria que o nome fosse Guilherme. Ninguém me consultou pra saber a minha opinião. Eu teria que dividir tudo e nem me deram chance de escolher o nome.

Aliás, o Mateus, meu irmão, deve estar lendo isso aqui e fazendo essa pose:

- Ah não, to brabo. Que que essa guria pentelha vai me aprontar?

Calma maninho. Eu só separei algumas fotinhos, mas nenhuma comprometedora. E eu espero que tu realmente não fique brabo comigo depois disso. 

Como eu não queria ser só mais uma no teu Facebook desejando feliz aniversário, parabéns, saúde, amor, sucesso, dinheiro e tals, eu resolvi fazer uma homenagem aqui mesmo. Pra todo mundo ver. 

Claro que a gente teve muitos momentos juntos nessa vida. Como éramos só eu e o Mateus, aprontamos muito em casa. Claro que as coisas ruins a gente nunca esquece. 

Quando ele era pequeninho, usava aquelas botas ortopédicas e as minhas canelas que sofriam quando ele tentava ganhar algum brinquedo na força. Eu corria para algum cômodo, e dava um jeito de fechar a porta, que mesmo assim era chutada por ele (as portas devem ter as marcas até hoje). 

Tirando isso, é difícil de lembrar algum período de férias sem as brincadeiras com o meu irmão. Normalmente o pai e a mãe saíam para o litoral sem destino e quando os filhos não paravam de perguntar incansavelmente "já chegamos?", a praia era escolhida. 

Nós ríamos muito, e sem motivo, e por qualquer coisa. Lembro de uma vez nas férias que cantávamos:

"Bebeu água? Não.
Tá com sede? Tô. 
Olha a água mineral."

E isso bastou para as risadas de uma tarde inteira. Isso não faz sentido pra mim hoje, mas na época era engraçado. 

A praia também me lembra da época que eu era louca por furar onda e tu tinha medo até de colocar o pé na água. Deve ter sido mais ou menos nessa época aí de baixo.

Que lindo esses teus cachos. A mãe não aparece porque na hora das fotos 
ela sempre pedia pro pai aparecer e ela ficava atrás das câmeras

Essa é uma das fotos em que eu obriguei ele a andar no carrossel de carrinhos, mas o estilo dele era mais pra carro choque.  

Olha a minha felicidade e o ar sério dele



Essa foto tem história. Um dia antes das férias tão esperadas em Santa Catarina, eu e o Mateus brigamos tão forte que ele quebrou o meu braço. Pelo menos era o que a mãe achava enquanto eu tava lá fora chorando de dor, e o Mateus chamando ela. Na verdade, o pobre guri não teve culpa. A taipa aqui caiu da bicicleta e deu nisso. 

Mas uma das nossas diversões era brincar. Nessas férias os tios foram junto, e até a sujeira e a espuma do mar viraram brincadeira. 

Olha o Mateus escondido atrás da homem espuma 

Mas que tal o meu irmão quando era pequeninho e já tentava tocar flauta? Depois, participamos juntos de muitas aulas de violão, onde eu era a aluna mais dedicada. Hoje em dia, esqueci tudo e ele toca guitarra e violão de olho fechado. 



As brincadeiras na casa da vó não tinham fim. Normalmente proporcionadas pelas tias, e a tia Rosa - que ficava mais tempo por lá.

Tem gente bêbado de tanto tomar Pepsi. Olha minha cara de musa da Pepsi (só que não)

E também tem o book fotográfico com as roupas dos adultos. Que fofinhos. 

Sim, o Mateus tinha paciência

Na casa da vó também era onde os primos se encontravam.

Trem com os primos, o vô e a vó. A carreta foi elaborada pelo vô pros netos brincarem

Tem o Mateus colorado e cheio de travessuras. Na primeira foto, escalando as portas - hoje em dia não tenho ideia de como conseguíamos fazer isso. 



Agora, eu e o colorado.

Só aceitei ser fotografada porque não vi que a bola era do meu time rival

O Mateus também não gostava de ser abandonado quando as minhas amigas me visitavam. Olha essa.
Ele invadindo nosso momento spa de luxo do dia

Meu irmão com o primo Marco na tentativa de pegar alguma onda

Pois, depois de muitas aventuras e idas para o colégio, agora moramos separados. Apesar dele falar somente quando necessário, tenho saudades de muitos momentos. Acredite, até de ser chutada, pois provava que lutávamos pelos mesmos ideais. 

Agora caio no comum e desejo para o meu irmãozinho um Feliz Aniversário e tudo de bom em sua vida. Quero que saibas que pode contar sempre comigo. 

Procurei fotos recentes para colocar a gente atualmente, mas cheguei à conclusão que só temos fotos daquele dia do bar da Harley, em Gramado. Então aí vai um registro da nossa família ultimamente, na formatura da prima Carol. 



Sinto saudades todos os dias! 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Tudo acaba em pizza

Hoje pela manhã quando comecei a abrir sites e redes sociais vi todos falando em pizza. Hoje, 10 de julho, é o Dia da Pizza. Conforme sites de pesquisa, ele é comemorado desde 1985. 

O que é uma pizza?
Conforme a wikipédia, “pizza é uma preparação culinária de origem italiana e famosa no mundo inteiro, que consiste em um disco de massa, regado com molho de tomates e coberto com ingredientes variados, como queijo, carnes, ervas”. 
Eu já diria outra coisa. Pizza é uma comida gostosa, e para as mulheres de dieta recomenda-se nunca comer, ou comer dois pedaços em uma refeição e de preferência com algum vegetal e sem muito queijo.
A de rúcula e tomate seco é uma boa opção, apesar de o tomate seco ter muita caloria. Azar, dois pedaços não te farão sai da dieta. 
O que achas de ir pra cozinha hoje à noite e preparar uma delícia dessas?




Eu até que gosto desse sabor, em um rodízio de pizza, onde não se come menos que dez pedaços.  Eu gosto daquelas com bastante recheio e muito queijo. 


Muito queijo por cima


Minha favorita é a marguerita. Essa pizza é constuída de massa, molho de tomate, tomate, manjericão e queijo. Só. Amo manjericão.


Uma margerita com um vinho

Se fosse pra escolher outra, minha segunda opção é a super supreme, de preferência da Pizza Hut. Quando morava em Porto Alegre, pedia, pelo menos, uma vez por semana. Uma delícia. 

Olha a descrição: 
Principais ingredientes: Carnes especiais, presunto, pepperoni, mussarela, champignon, pimentão, cebola e azeitonas.
Tamanho: Grande, Médio ou Pequeno.
Massa: Pan, Fininha ou Artezanale. Borda: normal, borda recheada ou Cheesy Pop.


Deu fome?

Azeitonas e champignons podiam ser alimentos básicos como o arroz e o feijão. 
Não dá vontade de pedir uma e devorar agora? Ia pedir uma grande, com a massa pan (que só a Pizza Hut tem) e, se sobrasse, ia devorar de café da manhã. Até o Dexter ganharia um pedaço. 

Pena que na minha cidade não tem Pizza Hut. Caso alguma pizzaria comece a fazer uma opção parecida com essa, com certeza virarei cliente. 

Até pensei em fazer uma pizza parecida e ótima quando chegar em casa pra comer pizza no Dia da Pizza. Infelizmente, hoje eu tenho aula e tenho banca da disciplina de Comida Campeira. 

Meu grupo foi presenteado com um belo tema: fazer dois pratos típicos indígenas e ainda entregar um histórico da alimentação dos índios no Rio Grande do Sul. Faremos ensopado na abóbora e farofa de banana. 

A ensopado de peixe vai aí dentro


A banana vai ser misturada com farinha

Posso voltar pra pizza? 

terça-feira, 9 de julho de 2013

Dexter e eu.

Eu sempre quis ter um bichinho de estimação. A minha preferência era por cachorros, mas mesmo quando eu e meu irmão tínhamos outras ideias (peixes, tartarugas, passarinhos, hamster), meus pais davam um jeito de cortar nosso barato. 

A principal desculpa, mais enfatizada pela mãe, durante esses 25 anos, foi: “Quem cuidará deles quando viajarmos? Não podemos levar animal nenhum pra férias”. 

Uma vez minha mãe até pediu de presente de aniversário aqueles cachorros de pelúcia que ficam dormindo e respirando na caminha. 


Minha mãe queria um que não desse trabalho, tipo esse

Nessa ocasião, pensei em aparecer com um filhote de verdade para ela, mas como ainda recebo ajuda financeira dela, eu desisti. 

Em um certo dia, abro o Facebook e vejo que a labradora de uma amiga tinha dado oito crias. Sabe-se que a mãe é labradora e o pai é um torneador de recipientes. Portanto, filhotes de labralata.   

Duas fêmeas marrons, seis machos – cinco pretinhos e um bege. Sem intenção nenhuma, e sem planejamento nenhum (nunca tivemos planos para pensar: agora é hora de ter um cachorro), mostrei a foto pro Leonardo e ele disse: “Vamos pegar e ajudar um desses cãezinhos?”.


Essa é a família do Dexter. O nosso é o bege, bem da esquerda
Na hora nem me controlava de tanta felicidade. Eu não sei nada sobre cães. Nunca tive nenhum animalzinho de estimação em casa. O meu grande sonho era ter labradores e golden retrievers quando tiver uma casa em cima do morro com um pátio enorme para eles correrem e se divertirem. 

“Sim, vamos! E a gente vai deixar ele onde até se mudar em setembro?”. Boa pergunta.  A estratégia era a seguinte: enquanto estávamos em Estrela, ele ficava em Estrela. Quando íamos para Santa Clara do Sul, ia junto. 

Bom, aí a preocupação foi outra.  Como convencer meus pais a ter um cachorro dentro de casa? Insistência minha, do Leonardo e do meu irmão. Aliás, eles tiveram vantagem na hora de escolher um nome. Enquanto eu queria que fosse Duque, o Dexter venceu. E como meu irmão também sempre quis um cão por perto, deixei ele ajudar nessa escolha. 

A lista de nomes para o ½ labrador bege, lindo, fofinho e flocos de neve (apelidado pela Camile), era enorme. Leonardo sempre sonhou em dar nome de gente para o cachorro, como por exemplo, César. Eu já não curtia muito. Enfim, o escolhido foi Dexter. 

Não me contive de felicidade no dia que coloquei essa criaturinha linda e maravilhosa na minha vida. Leonardo queria desistir, mas via meus olhos brilharem toda vez que falava do assunto. 


Esse é o Dexter dormindo

Ele dormindo com o amiguinho de pelúcia, que hoje está destruído


E no mesmo dia que o busquei, já levei no veterinário e fiquei por dentro dos principais cuidados que preciso ter com o cão. E todo mundo se apaixonou por esse ser, que quando chegou lá em casa, dormiu por horas e horas na caminha dele (adaptação) de uma cesta de chocolates. Ilusão daqueles que pensaram o Dexter ser um cãozinho tão tranquilo. 


Não parece aqueles cachorros de brinquedo que davam cambalhotas?


Só que o Dexter é muito mais lindo

Aventuras e travessuras de Dexter em breve por aqui. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Alô Rio de Janeiro.


No último fim de semana visitei pela terceira vez a cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Desde a última vez que fui, em 2005, duas coisas essenciais mudaram. A primeira é a popularidade e a economia do Brasil, mudando a visão do país no exterior e atraindo turistas.

A segunda, e mais importante, é a segurança eficaz nos bairros frequentados pelos visitantes. Essas duas questões se completam, aumentam o turismo e o valor gerado a partir dele.

Ter segurança deixa todos felizes. Na minha ida ao Rio em 2005, começava a época dos arrastões. Na hora de escolher o roteiro para viajar, se preocupar com segurança e a possibilidade de ter pertences roubados apareciam na lista dos contra. Isto fez com que pensasse mais de duas vezes para levar meu equipamento fotográfico.

E pelas questões comentadas acima, fiz a escolha certa. Levei a câmera, a lente e disputei espaço com turistas de todo o mundo nos principais pontos da cidade para conseguir alguns cliques, como do Cristo Redentor e o Pão de Açúcar.

E eu que achei que o Rio de Janeiro estava preparado para a Copa do Mundo de 2014 e para os jogos Olímpicos de 2016. A estrutura existe, mas falta estrutura para grande quantidade. Enquanto tive 30 minutos para apreciar a paisagem no Pão de Açúcar, fiquei uma hora e meia na fila à espera de um bondinho para conseguir descer.

A paisagem da cidade é indiscutível, a segurança melhorou, mas ainda há coisas que precisam melhorar. A estrutura e o acolhimento para os estrangeiros deixam a desejar, a não ser em hotéis e restauran¬tes com mais investimento.

Para os cariocas, as pessoas com pele e cabelos claros são estrangeiras. Tivemos o exemplo ao comprar água em um bar de Copacabana. Ao ser perguntando, em português, do preço da água, o medo de não se comunicar passou levando ao alívio: “Por que não falou logo que era brasileiro?”

E isso que, na minha ideia, o Rio de Janeiro está acostumado a receber turistas. Na hora de voltar para Porto Alegre, filas no aeroporto e sem orientação nenhuma da companhia aérea.

Ao pousar na capital gaúcha, imaginei como seria Porto Alegre com essa quantidade de turistas, que tem fila de mais de meia hora para conseguir um táxi em Porto Alegre depois de um feriado. Ou então quando um estrangeiro chegar ao Vale do Taquari, pedir atendimento e orientações em hotéis e buscar algum restaurante para uma refeição.

Formação de atletas.


Enquanto os jogos olímpicos ocorrem em Londres e alguns atletas brasileiros se destacam, deviam ser repensadas as formas de se incentivar e torcer pelos representantes do país nessas competições.

Podem-se ver nestas Olimpíadas, esportes pouco praticados no país, em que competiram atletas que surpreenderam ao ganhar medalhas. Surpreenderam pelo pouco incentivo na modalidade e por não se conhecer o potencial de cada competidor.

Por isso, a cada quatro anos a expectativa fica em cima e sob pressão para os últimos campeões, como César Cielo.

Em Pequim, 2008, o nadador ganhou medalha de ouro na natação, na prova dos 50 metros. Durante quatro anos, foi a esperança para o Brasil aumentar o quadro de medalhas em Londres.

E isso provavelmente ocorrerá em quatro anos com Arthur Zanetti. O ginasta subiu ao pódio ao vencer a prova de argolas ontem, ganhando a segunda medalha de ouro no país nestes jogos. Claro que todos torcerão por ele no Rio, em 2016. O problema é que o povo brasileiro não vê o que ocorre com o atleta em quatro anos. Apesar de muito treinamento e outras competições, o corpo de um atleta tem muito desgaste e dificulta o mesmo desempenho.

Os treinos e a exigência aumentam, depois de uma conquista na olimpíada, e ninguém quer perder em um esporte. Se o povo brasileiro se decepciona com uma derrota, imagina como é o sentimento do atleta, que dedica horas diárias ao treino.

Apesar de o Brasil ter uma das maiores delegações e grande parte competir em esportes coletivos, falta incentivo para as outras modalidades, menos para o futebol masculino.

Enquanto assistia a provas de atletismo no fim de semana, comentei com o namorado que, durante as aulas de Educação Física, no Ensino Fundamental e no Médio, os alunos da escola onde estudei tiveram a oportunidade de praticar esportes, que deveriam ser praticados como qualquer outro: arremesso de peso, salto em distância, salto em altura, arremesso de dardo, disco e provas de corrida. Lembro que o meu tempo nos cem metros rasos era o pior da turma. E ao relembrar essas modalidades, entristeci ao reparar pouquíssimos brasileiros competindo no atletismo.

O namorado, que assistia ao lado lamentou:

- Nunca tive essas modalidades em minhas aulas de Educação Física. Imagina como os resultados seriam diferentes, se em todas as escolas tivesse a oportunidade de praticá-las.

Se mais gente incentivasse qualquer modalidade esportiva, o país não estaria tão sedento por alguns campeões. Enquanto o investimento de milhões continuar só em um esporte, a resposta para “o que você quer ser quando crescer?” será sempre jogador de futebol.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Frio na barriga.


Participo das atividades do Festival do Chucrute desde 1995. Faz 18 anos que os fins de semana de maio estão destinados a expor a cultura alemã em Estrela, seja no desfile típico seja nos bailes. No primeiro ano em que participei, tinha 8 anos. Vi nas danças, nos trajes e na união do grupo de danças um mundo de magia, e de muita diversão. 

Ao longo dos anos, fui trocando de categoria de danças, em função da minha idade. Tive diferentes pares nas seis categorias em que dancei, mas a história mais longa é a do grupo atual. Danço no Especial há dez anos, e com o mesmo par. Algumas pessoas estranham o quanto nossa convivência é boa. Em todos os ensaios, estamos ali dispostos para dançar e relembrar as coreografias. Talvez, corrigir o erro do outro e incentivar quando se deve repetir muitas vezes. 

O que sinto quando estou em uma apresentação é uma alegria, praticamente indescritível. Apesar dos ensaios serem intensificados nos primeiros três meses até os bailes, as cobranças e exigências do instrutor Andreas Hamester devem ser agradecidas pela minha realização ao dançar. 

No último texto me mostrei uma preguiçosa ao dizer não gostar de correr. Hoje me assumo uma apaixonada por dança, em especial a alemã. Confesso que em algumas danças mais compridas e exigentes, saio da pista e fico ofegante. Apesar de perder o pique e ter uma resistência física diferente do que há alguns anos, essa atividade faz circular a endorfina, e me deixa feliz.

Nesses 18 anos já escutei de muita gente: “é sempre a mesma coisa, no mesmo lugar, as mesmas danças, o mesmo cardápio”. Para mim, todo o ano é diferente e sempre encontro novidades. Enquanto eu sentir o frio na barriga antes de começar a me apresentar, estarei entre as integrantes do grupo de danças alemãs. Não me importo se alguns acham brega, ou se a quantidade de vestidos enche o armário e incomoda minha mãe. 

Os familiares e amigos dizem que eu sou outra pessoa quando eu danço. Todos os problemas desaparecem, e o semblante de felicidade, alegria e satisfação tomam conta da expressão: o sorriso. 

Já pensei em sair do grupo, pois em alguns momentos é preciso ter outras prioridades. Mas, desisto. Não pararei com essa atividade tão cedo. E tenho o apoio dessa minha decisão. No sábado, depois do fim da apresentação, o namorado disse: “Não pare de dançar nunca. Tu é muito feliz fazendo isso”. E eu obedecerei, por livre e espontânea vontade. 

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Correr? Hoje não.


Escrevo matérias para o caderno Mais Viver há um ano. Toda semana falo sobre cuidados com a alimentação, doenças, dicas sobre a saúde bucal e exercícios físicos. Quando faço as matérias sobre esse último tópico, sinto vontade de praticar esses esportes que me entretêm. 

Quando criança até sair do Ensino Médio me lembro de algumas modalidades que chamavam minha atenção e me faziam ir ao colégio em hora extracurricular para as escolinhas: balé, ginástica olímpica (na época), dança de rua, basquete e vôlei.

Acho que por ser criança, e não ter outras atividades, nem percebia que praticava uma atividade física que beneficiava minha saúde. Nas aulas de Educação Física, obrigatórias no currículo, lembro que me esforçava mais, pois praticava atividades que eram menos prazerosas para mim, como correr.  

A atividade comum e de nenhum custo (exceto do tênis) tira o meu fôlego e pouco me interessa. Para os críticos de plantão, eu já tentei correr várias vezes. Ia ao parque, troteava, caminhava, parava. Na esteira, sem chegar a lugar nenhum. Ou com algo passando na televisão. Difícil chegar ao estágio da corrida que libera a endorfina e me dá a sensação de prazer em correr. Só correr.

Correr no basquete leva aos pontos; no vôlei, à jogada; na ginástica, ao salto. E na corrida, leva ao quê?
Nem Forrest Gump ou Usain Bolt me convenceram a correr. Fico feliz por aqueles que conseguem e gostam desse exercício físico. Essa atividade com certeza traz benefícios para a saúde. Mas se me convidar para uma atividade física, que seja para andar de bicicleta até um destino, ou jogar um vôlei. Se for para correr, inventarei uma desculpa como estou cansada, hoje não, tá muito quente, ou muito frio.

Talvez eu só não tenha corrido da maneira certa, ainda. Queria, um dia, ter vontade de correr, como os que amam fazer isso.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pegando o ônibus.


Viajar de ônibus é sempre uma aventura. Raramente se sabe se a viagem será calma ou se terá transtornos. Fique sempre com a segunda opção.  
Na hora da compra do bilhete, tive o cuidado de escolher uma poltrona ímpar, do lado oposto ao do motorista, pois, caso aconteça um acidente, as chances de se machucar ou morrer são menores. Dizem que essa teoria é baseada porque na hora da ultrapassagem o lado do motorista é o que fica exposto ao maior perigo. Eu não sei se acredito, mas como minha mãe aconselha a comprar o bilhete para sentar do lado direito, esse conselho eu ainda sigo.  
Na rodoviária, sentada no banco, esperando, imagino um ônibus confortável e com ar-condicionado potente. Quando chega, a decepção. O veículo é o reserva da empresa, aquele usado em feriados, para as linhas extras. As poltronas são mais estreitas e menos macias.
Ao entrar no ônibus, preciso aguardar as outras pessoas localizarem suas poltronas. Assim que visualizo o número da minha, 19, preciso pedir licença à pessoa que “comprou” o lugar ao meu lado, na poltrona par, a do corredor. Ao me acomodar, procuro o gancho ao lado do banco para reclinar o banco. Ele não baixa. Todas as poltronas do ônibus reclinam e a minha está estragada. Justo a minha.
Como a poltrona não reclina fica difícil descansar. Dormir, muito menos. Outro problema começa a atrapalhar: a minha altura. Ela fica entre os apelidados de baixinhos, e as poltronas são planejadas para pessoas mais altas. Então, minha cabeça mal se acomoda. Em uma viagem longa, sem poder reclinar a poltrona, a dor no pescoço aparece. 

O motorista dá a partida. Tento dormir, mas tinha esquecido daquelas pessoas inconvenientes, e que sei que não fazem por mal, mas que sempre estão nas viagens de ônibus. A criança com salgadinho fedorento que infesta o ônibus, o bebê que chora a viagem toda, a mulher que fala alto e sem parar ao celular, os que escutam música no celular sem fone de ouvido, as mulheres que adoram mexer em uma sacola de plástico, o homem cansado que ronca ao dormir.
Se você viajou de ônibus e não encontrou nenhum desses personagens, parabéns. Você teve sorte.  
O ar mal funciona, as janelas são lacradas. O bebê vomitou. O ônibus é pinga-pinga e faz uma parada para o embarque de mais passageiros de dez em dez metros. A viagem, que estava prevista no site da empresa para ser de duas horas, se transforma em três.
Depois desse tempo todo, até aqueles que nem têm motivos para incomodar os outros passam a me irritar. E eu só quero que o motorista dirija direitinho para que, pelo menos, eu chegue viva ao meu destino.
Na chegada, a descida dos degraus é um alívio. Ao colocar o pé no chão e aguardar a fila para a retirada da mala no bagageiro, o suspiro é o desabafo e o pensamento de que finalmente acabou e que posso começar a me preparar psicologicamente para a volta. 

Texto publicado na página 2, Tema Livre, do Jornal A Hora do Vale do dia 1° de Novembro de 2011.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Deixe de lado o medo de amar.


É metade do dia. Você está no trabalho e pronto para começar o próximo turno. Seus pensamentos estão em sua família e em como poderá aproveitar o resto do dia, após o expediente. Você saiu de casa sem se despedir de quem compartilha seu dia a dia. Esqueceu de dar aquele beijo no marido – semelhante ao que emocionou na primeira vez que sentiu aqueles lábios.

Ao fechar a porta do carro, lembra-se dos filhos, que ainda dormem. A próxima chance de falar com eles e matar a saudades será à noite. Isso, se nenhum trocar o jantar tradicional da família por um encontro casual com os amigos ou colegas.

A programação no trabalho é semelhante a dos dias anteriores. Ao fim do expediente, a rotina muda. Você tomou outro rumo e não voltou para casa. Independentemente do que tenha acontecido, você morreu e perdeu a oportunidade de conviver com as pessoas que amava.

 Os familiares choram e lamentam. Gostariam de ter mais um momento com a pessoa que amavam. Eram raras as vezes em que valorizavam sua presença e que expressavam seus sentimentos. Grande parte das pessoas valoriza as outras depois que as perde e percebem o quanto eram importantes.

Em outras situações, quando partir é uma opção, sente-se o alívio de poder expressar os sentimentos, mesmo depois do fim do relacionamento. Por algum motivo, o relacionamento estava desgastado, e a decisão de se afastar foi, de alguma maneira, para medir a importância do outro. Nos piores casos, se esquece, e a vida recomeça.

Assim, reflita o quanto os outros são importantes e valiosos em sua vida e se expresse. Mostre aos que estão ao seu redor o que eles significam. Não deixe de falar. Sincronize as atitudes com as palavras para que ao fim da vida ou do relacionamento, para que aquilo que você tinha vergonha não fique trancado para sempre na garganta e no coração.


Ninguém tem a certeza de quando irá morrer.  Será que hoje você terá a oportunidade de mostrar a quem ama o quanto você ama? Fale, mostre, beije, abrace, sorria. Amanhã pode ser o último dia. Ame hoje. 
* Texto publicado no Tema Livre do Jornal A Hora do Vale no dia 08/09/2011

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O encontro com o livro.


Era horário de almoço. Todos os dias os funcionários da empresa são destinados a locais diferentes para o almoço. E eu me dei ao luxo de sair da regra, pagar a refeição e saborear algum item do cardápio do Croasonho Café – em Lajeado.

Ao me acomodar e encontrar outras colegas do jornal, reparei que havia um objeto a mais em cima da mesa do restaurante. Era um livro, que estava entre o portaguardanapos e aquela sugestão rápida para o pedido. Com 146 páginas, a marcação – aquela feita quando se para de ler – estava entre a 28 e a 29.

Pego o “A Favor do Vento”, sem reparar muito na capa e pergunto para as colegas de quem é. Uma delas responde que algum frequentador do lugar deveria tê-lo esquecido. Folheio. Procuro por algum nome e vejo uma mensagem na folha de rosto, ainda sem entender.

Olho detalhadamente a capa, e, em um bilhete colado – que até esse momento eu ignorei – vejo a mensagem “Achei você! Me leva para casa? Sou um presente da Unimed para você”.
O presente é exibido para as colegas, que sorriem e buscam entender o que acontecia.


Prossigo lendo a mensagem: “Acesse algum dos canais da Unimed, listados abaixo, e conte como me encontrou. Depois da leitura, me passe adiante e faça outra pessoa voar. Tenha uma atitude sustentável, ajude a espalhar a cultura e prestigie a 6ª Feira do Livro de Lajeado, de 9 a 14 de agosto, no Parque do Imigrante”.

Pena que meu pedido chegou logo e que tinha esquecido meus óculos na redação. Queria começar a ler instantaneamente.

Para compensar, adicionei uma mensagem ao meu vício: o Twitter. “Achei o livro do patrono da Feira do Livro de Lajeado, Duca Leindecker. Presente da  @UnimedVTRP http://t.co/yD59kCm”. Logo ganhei um RT de uma seguidora, elogiando a obra. Fiquei com mais vontade de ler.

Voltei para a redação do jornal e comecei a contar a história para os outros colegas. Afinal, não é todos os dias que se ganha um livro. E para cumprir o que foi pedido no bilhete, a fila de espera para a leitura desse exemplar já está formada.

As pessoas dizem que nunca mudaremos o mundo. Mas isso acontece com iniciativas como a da Unimed. Essa me animou, por gostar de leitura e por me oportunizar conhecer uma das obras do patrono da Feira do Livro de 2011. E espero que o hábito de outras pessoas mudem com atitudes sustentáveis como essa.

Obrigada UnimedVTRP.
E uma boa leitura, em especial para mim.

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